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Defendida promoção do crescimento inclusivo em beneficio de jovens e mulheres

Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz (Arquivo)
Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz (Arquivo) Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 09h59 22/05/2026

Luanda – O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, defendeu, esta quarta-feira, em Helsínquia (Finlândia), a promoção do crescimento inclusivo para garantir a transformação económica e oportunidades reais para jovens, mulheres e comunidades vulneráveis.

Francisco José da Cruz falava no painel interactivo sobre “Promover o Crescimento Inclusivo: Libertar o potencial da juventude, da igualdade de género e dos grupos marginalizados”, no âmbito do quarto Fórum das Nações Unidas sobre o Futuro dos Países Menos Avançados.

O diplomata afirmou que, à medida que Angola avança na sua agenda de diversificação económica, reconhece que a criação de emprego digno exige investimento simultâneo na educação, desenvolvimento de competências, empreendedorismo, transformação digital e apoio às micro, pequenas e médias empresas.

Explicou que, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento de Angola 2023-2027, o Governo tem vindo a implementar políticas destinadas a reforçar o ensino e formação técnica e profissional, expandir as competências digitais, promover o empreendedorismo e melhorar o acesso às oportunidades de emprego, em particular para jovens e mulheres.

“Estamos também a trabalhar para alinhar melhor os sistemas educativos com as realidades do mercado de trabalho, promovendo, ao mesmo tempo, a inovação, a produtividade e a inclusão económica”, frisou.

Neste sentido, salientou que as micro, pequenas e médias empresas continuam a desempenhar um papel particularmente importante na criação de emprego, desenvolvimento económico local e capacitação dos jovens.

Reconheceu que a transformação digital apresenta oportunidades importantes para os países em desenvolvimento, mas também corre o risco de aprofundar desigualdades se o acesso à tecnologia, conectividade e competências digitais se mantiver desigual.

Advogou que parcerias mais fortes entre os governos, sector privado, instituições financeiras internacionais, sistema das Nações Unidas, academia e parceiros de desenvolvimento continuarão a ser essenciais para promover o crescimento inclusivo e criar oportunidades sustentáveis para as gerações futuras.

Francisco José da Cruz sublinhou que a cooperação internacional deve dar maior ênfase ao desenvolvimento de capacidades, ao empoderamento dos jovens e à transformação estrutural a longo prazo, particularmente nos Países Menos Avançados e nos países que enfrentam vulnerabilidades estruturais.

Em África, recordou, que estas prioridades estão alinhadas com a Agenda 2063 da União Africana, que coloca o desenvolvimento humano, a inovação, a industrialização e o crescimento inclusivo no centro da transformação a longo prazo do continente.

O diplomata angolano reiterou que o crescimento inclusivo só será significativo se os jovens, as mulheres e as comunidades marginalizadas puderem aceder genuinamente a oportunidades, a uma educação de qualidade, a ferramentas digitais e a um trabalho digno, conclui uma nota de imprensa dos Serviços de Imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas.

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