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Téte António defende ser urgente industrialização da região da SADC

Téte António participa no retiro dos Ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros da SADC
Téte António participa no retiro dos Ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros da SADC Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 08h18 24/05/2026 - Actualizado às 08h18 24/05/2026

Luanda – O ministro das Relações Exteriores, Téte António, disse, este sábado, em Mpumalanga (África do Sul) que os desenvolvimentos geopolíticos sublinham a urgência de se promover a industrialização da região da SADC e de se operacionalizar mecanismos de financiamento, como o Fundo de Desenvolvimento Regional, para reforçar a resiliência económica do continente.

Téte António falava no retiro dos Ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre num formato concebido para facilitar um diálogo franco, estratégico e orientado, segundo indica uma nota de imprensa.

O documento do Ministério angolano das Relações Exteriores adianta que o chefe da diplomacia angolana referiu que a SADC precisa de dar respostas às crises mundiais em quatro vertentes, designadamente na autonomia política, diplomacia activa, resiliência económica e autonomia estratégica.

O governante recordou que a SADC possui imensos e valiosos recursos minerais, uma população activa e vontade política para sair mais forte da actual crise, sublinhando que a organização precisa de mais unidade, visão estratégica e acção coordenada.

O retiro dos ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros está a avaliar as tendências emergentes, a harmonizar perspectivas e a definir uma resposta regional coerente e unificada ao panorama geopolítico em constante evolução no continente africano.

Segundo a nota de imprensa, visa também identificar os factores económicos, políticos e sociais que influenciam a dinâmica das tensões geopolíticas globais e avalia as suas implicações para a SADC, assim como debruça-se sobre o investimento, gestão da dívida pública e mobilização de receitas internas, com as contribuições do Banco Africano de Desenvolvimento.

Questões ligadas à febre aftosa na região, com enfoque nos seus efeitos sobre a agricultura, comércio e segurança alimentar, bem como a partilha de informações sobre os desenvolvimentos no sector mineiro, considerado estratégico para o crescimento económico regional, estão na agenda da reunião, que decorre de 22 a 24 do corrente mês.

O retiro contempla ainda debates sectoriais sobre temas prioritários para a agenda da SADC, nomeadamente infra-estruturas, transportes, logística e livre circulação de pessoas, bens e serviços, industrialização, cadeias de valor e comércio, energia, petróleo, gás e recursos minerais, agricultura, insumos agrícolas, cadeias de abastecimento, mercados e segurança alimentar, financiamento da integração regional, investimento, gestão da dívida pública e mobilização das receitas internas.

A participação de Angola neste fórum reafirma o compromisso do país com o fortalecimento da cooperação regional, promoção da integração económica e busca de soluções conjuntas para os desafios que impactam o desenvolvimento da região da África Austral.

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