ENERGIA ELéCTRICA
Presidente da República recebe enviados do seu homólogo da RDC
14/05/2026 18h09
Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, recebeu em audiências separadas, esta quinta-feira, em Luanda, o ministro dos Recursos Hídricos e da Electricidade, Aimé Molendo Sakombi, e o alto representante da República Democrática do Congo para o Monitoramento do Roteiro de Luanda e das Organizações Económicas Regionais, Sumbu Sita Mambu.
No primeiro momento, João Lourenço recebeu o ministro dos Recursos Hídricos e da Electricidade da República Democrática do Congo (RDC), Aimé Molendo Sakombi, que disse aos jornalistas ter sido incumbido de abordar sobre a pretensão do seu país adquirir energia eléctrica de Angola.
Na segunda audiência, o Presidente João Lourenço recebeu o alto representante da RDC para o Monitoramento do Roteiro de Luanda e das Organizações Económicas Regionais, Sumbu Sita Mambu, que foi portador de uma mensagem escrita do estadista congolês, Félix Tshisekedi.
Segundo o ministro Aimé Molendo Sakombi, Angola e a RDC vão construir uma linha de transmissão eléctrica, numa extensão de cerca de mil 450 quilómetros, que vai ligar a província angolana de Malanje a região de Fungurume, naquele país.
Molendo Sakombi adiantou que o projecto contempla igualmente a construção de uma segunda linha de transmissão entre o Soyo, província do Zaire, e Inga (RDC), destinada a assegurar o fornecimento de dois mil megawatts de energia ao seu país.
“Trata-se de um projecto de interligação eléctrica avaliado em centenas de milhões de dólares e, como sabem, obras desta envergadura exigem estudos aprofundados”, afirmou.
Explicou que a iniciativa visa responder às necessidades energéticas imediatas da população congolesa, estimada em cerca de 100 milhões de habitantes, enquanto decorre o desenvolvimento do projecto hidroeléctrico de Inga, apontado como o futuro maior polo energético do continente africano.
Revelou que o recurso a Angola visa adquirir dois mil megawatts de energia destinados ao abastecimento das populações, indústrias e comunidades.
De acordo com o ministro, as trocas de energia entre Angola e a RDC deverão impulsionar o crescimento económico bilateral, reforçar a segurança energética e consolidar os laços de fraternidade e boa vizinhança entre os dois Estados.
Molendo Sakombi revelou que o estadista angolano deu o seu aval à iniciativa, e adiantou que, após apresentação do relatório ao Presidente Félix Tshisekedi, serão acelerados os estudos técnicos para permitir, dentro de 18 meses, a conclusão da primeira linha entre o Soyo e Inga, bem como o início da ligação Malanje–Dilolo–Fungurume.
Dilolo é uma localidade fronteiriça situada na província angolana da Lunda-Sul, enquanto Fungurume constitui uma importante zona mineira da província de Lualaba, no Sudeste da RDC.
Por seu lado, o enviado especial do Presidente da RDC, Sumbu Sita Mambu não prestou declarações à imprensa, à saída da audiência com João Lourenço.