FORMAçãO

Angola reforça sistemas de educação e formação técnica e profissional

Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, participa no IV Fórum das Nações Unidas sobre o Futuro dos Países Menos Avançados (PMA)Imagem: MIREX

20/05/2026 21h26

Luanda - O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, afirmou, esta terça-feira, em Helsínquia (Finlândia), que Angola está a reforçar os sistemas de educação e formação técnica e profissional e a alargar os programas de competências digitais e promoção da empregabilidade dos jovens e das mulheres, à luz do seu Plano Nacional de Desenvolvimento 2023-2027.

Francisco José da Cruz participa, de 19 a 21 do corrente mês, no quarto Fórum das Nações Unidas sobre o Futuro dos Países Menos Avançados, que decorre sob o lema “Transformar os países menos avançados pelo empoderamento da população jovem, através da educação, inovação e crescimento inclusivo”.

O fórum reúne representantes governamentais, agências do sistema das Nações Unidas, sector privado, academia e parceiros de desenvolvimento para discutir políticas e soluções inovadoras destinadas a acelerar a transformação estrutural dos Países Menos Avançados.

Na ocasião, o embaixador Francisco José da Cruz, que falava no painel de alto nível, dedicado ao tema “Superar a lacuna de competências: Alinhando os sistemas educativos com os futuros mercados de trabalho”, realçou que, para Angola, a superação do fosso de competências é uma prioridade estratégica directamente ligada à transformação económica, ao empoderamento da juventude e ao desenvolvimento sustentável.

Sublinhou que iniciativas como o Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial e Familiar e o Plano Nacional de Emprego e Empreendedorismo procuram alinhar melhor a educação, formação profissional e as necessidades do mercado de trabalho, preparando os jovens para uma economia cada vez mais digital e tecnológica.

Enfatizou a necessidade de parcerias mais fortes entre governos, sector privado, academia e parceiros de desenvolvimento, por serem essenciais para garantir que os sistemas educativos respondam eficazmente às realidades dos futuros mercados de trabalho.

Segundo disse, para África e para os Países Menos Avançados (PMA), investir na juventude significa investimento directo na resiliência, inovação e transformação sustentável.

O quarto Fórum sobre o futuro dos Países Menos Avançados insere-se no quadro da implementação do Programa de Acção de Doha para os mesmos, em particular da sua prioridade relativa ao investimento nas pessoas e no desenvolvimento do capital humano.

A realização do fórum visa, entre outros objectivos, desenvolver recomendações políticas concretas para acelerar a implementação do Programa de Acção de Doha, com enfoque no investimento nas pessoas.

No quadro da participação de Angola, destaca-se a intervenção do embaixador Francisco José da Cruz no Parlamento da Finlândia, esta quarta-feira, onde abordou a cooperação internacional e a implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), esclarece uma nota dos Serviços de Imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

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