INVESTIDURA
João Lourenço representado na investidura do Presidente eleito do Benin
25/05/2026 12h34
Luanda - O embaixador de Angola na Nigéria, José Bamóquina Zau, representou, este domingo, o Chefe de Estado, João Lourenço, na cerimónia de investidura do Presidente eleito do Benim, Romuald Wadagni.
A investidura decorreu no Palácio dos Congressos, em Cotonou, seguida da entrega de pastas, no Palácio da Marina, sob fortes e excepcionais medidas de segurança, devido a fracassada tentativa de golpe de Estado de Dezembro último.
Uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Nigéria indica que, perante a Corte Constitucional presidida pelo Juiz Cossi Dorothé Sossa, o Presidente Romuald Wadagni prestou juramento e recebeu os símbolos da República e das Forças Armadas, na qualidade de Comandante Supremo.
De acordo com a nota de imprensa, José Bamóquina Zau vai entregar uma mensagem de felicitações do Presidente João Lourenço, dirigida ao seu homólogo, em que realça a excelência das relações diplomáticas e de cooperação entre os dois países e deseja sucessos no novo desafio de governar o Benim.
No seu discurso de investidura, o Presidente Romuald Wadagni definiu como prioridades do seu mandato a estabilidade política e uma nova divisão político-administrativa do país, que tem 114 mil 763 quilómetros quadrados.
Outras prioridades estão relacionadas com a governação electrónica, congregando todos serviços públicos num super-aplicativo governamental dotado de inteligência artificial, aposta na formação tecnológica dos jovens nas zonas urbanas e rurais, financiamento e desenvolvimento de soluções de startups e massificação de pequenas e médias empresas.
Romuald Wadagni, com 49 anos de idade, nasceu a 20 Junho 1976, sendo economista de formação, político e perito em contabilidade e finanças.
Venceu as eleições presidenciais de 12 de abril último, com 94 por cento dos votos, segundo dados da Comissão Eleitoral Nacional Autónoma (CENA).
No Governo do Presidente Patrice Talon foi ministro da Economia e Finanças e Presidente do Tribunal de Contas do seu país.
Fez uma campanha eleitoral radical, que disparou a sua popularidade, ao propor aos beninenses uma nova divisão político-administrativa do país, criando seis regiões com autonomia financeira e administrativa, onde vai apostar na agricultura, turismo, indústria e inovação.
Por seu lado, dez anos depois de cumprir dois mandatos de cinco anos cada, o Presidente Patrice Talon despediu-se deixando um legado político-económico que orgulha os beninenses, ao introduzir reformas económicas substanciais que elevaram as receitas do Estado para níveis jamais alcançados e abriu as fronteiras do país para todos os cidadãos africanos o que aumentou a procura e a qualidade de infra-estruturas de turismo.
Ao despedir-se, Patrice Talon disse que se orgulha dos beninenses “pelo árduo caminho que ousamos trilhar juntos, nos últimos dez anos, pelos desafios enfrentados, pelas reformas implementadas e pelos grandes projectos realizados para fortalecer o nosso Estado e colocar a acção pública ao serviço do desenvolvimento sócio-económico”.
A República Federal da Nigéria, que esteve representada na investidura pelo Vice-Presidente Kashim Shettima Mustafa, enviou unidades de elite ao Benim para apoiar o processo democrático, fortalecer a segurança e garantir uma transição presidencial pacífica, devido a tentativa de golpe de Estado de 2025.