Presidente João Lourenço envia mensagem ao seu homólogo do Benim
Luanda - Uma mensagem do Presidente angolano, João Lourenço, dirigida ao seu homólogo do Benim, Romuald Wadagni, foi entregue, esta quinta-feira, em Cotonou, ao secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros beninense, Franck Armel Afoukou.
O embaixador de Angola acreditado no Benim com estatuto de não residente, José Bamóquina Zau, foi o portador da mensagem, em que João Lourenço felicita o homólogo pela sua investidura como novo Chefe de Estado do Benim.
Uma nota de imprensa da representação diplomática angolana adianta que a mensagem refere a concertação diplomática entre as duas Nações, para o reforço da cooperação bilateral e multilateral.
Na ocasião, o embaixador José Bamóquina Zau, que tem residência permanente na Nigéria, reiterou a total disponibilidade de Angola na busca de soluções para as dinâmicas políticas da região marcada por uma estabilidade relativa, apesar de realizar eleições regulares.
De acordo com a nota de imprensa, a estabilidade política na região Oeste de África está entre as prioridades da agenda diplomática do Presidente Romuald Wadagni, que, esta semana, realiza visitas a Nigéria, Burkina Faso, Níger e Togo.
As visitas visam travar as investidas esporádicas de grupos terroristas na região Norte do Benim e viabilizar a livre mobilidade de pessoas e mercadorias com os países vizinhos.
José Bamóquina Zau e Franck Armel Afoukou abordaram igualmente os cenários para assinatura de um acordo de cooperação no domínio dos transportes aéreos, assim como a indicação de uma data para a realização da reunião da Comissão Mista Bilateral Angola-Benim.
Entre os assuntos previstos para abordagem na reunião, estão a remoção das barreiras políticas, diplomáticas e jurídicas que impedem a redinamização das relações entre os dois países, depois da assinatura do Acordo Geral de Cooperação, em 2008.
O Benim rege-se por um sistema politico presidencialista, com um sistema multipartidário, onde o Presidente é eleito directamente para um mandato de sete anos, de acordo com a nova Constituição, aprovada em 2025.
Tem uma Assembleia Nacional composta por 84 deputados, eleitos para mandatos de quatro anos.
O país enfrenta desafios ligados a pobreza, dependência da agricultura e tentativas de penetração de grupos Jihadistas.