Presidente de Moçambique em Angola para participar na Cimeira sobre Investimento
Luanda – O Presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, está em Luanda, desde esta quarta-feira, para participar na Cimeira "Angola Investment Summit", a decorrer nos dias 18 e 19 do corrente mês, para debater questões ligadas ao investimento, desenvolvimento económico, turismo, inovação e cooperação internacional.
à sua chegada, Daniel Chapo foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Teté António, e outros membros do Executivo.
Uma nota de imprensa do Ministério angolano das Relações Exteriores indica que a Cimeira de Investimento Angola 2026 reúne membros do Executivo, investidores, representantes de instituições financeiras, empresários e especialistas de diversas partes do mundo para debater oportunidades de negócio, inovação, desenvolvimento sustentável e o futuro do sector turístico.
A cimeira realiza-se sob o alto patrocínio do Presidente da República, João Lourenço, visando servir de plataforma de promoção das potencialidades económicas e turísticas de Angola, com especial foco na atracção de investimento privado e fortalecimento de parcerias estratégicas.
A cimeira conta com a participação de mais de mil delegados e cerca de uma centena de jornalistas nacionais e internacionais, consolidando-se como um dos maiores eventos dedicados ao turismo e ao investimento realizado no continente africano.
O Executivo angolano pretende transformar o turismo num sector cada vez mais competitivo e sustentável, reforçando o seu contributo para a criação de emprego, o crescimento económico e a diversificação das fontes de receita do país, esclarece a nota.
Presidente moçambicano rende homenagem a Manuel Augusto
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, rendeu, esta quarta-feira, em Luanda, homenagem ao antigo ministro das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, falecido a 05 do corrente mês, vítima de doença.
Daniel Chapo, que se encontra em Angola para participar na Cimeira de Investimento, a decorrer de 18 a 19 do corrente mês, apresentou pessoalmente condolências à família do antigo chefe da diplomacia angolana.
No livro de honra, Daniel Chapo expressou a sua profunda consternação e dor, sentimentos que o acompanham desde que tomou conhecimento do desaparecimento físico do então secretário das Relações Internacionais do Bureau Político do Comité Central do MPLA.
“Sua partida deixa um silêncio doloroso na diplomacia africana e uma marca indelével na história de Angola”, referiu, sublinhando que Manuel Augusto era um “homem de visão, de diálogo e de inabalável compromisso com os ideias da liberdade, solidariedade e a integração africana, por ter dedicado a sua vida ao serviço do seu país e a sua no concerto das nações, conquistando respeito, admiração e a estima de todos quantos com ele privaram”.
Neste momento de luto e dor, “em nome do partido FRELIMO, do povo e do Governo da República de Moçambique, em meu nome, endereçamos ao MPLA, ao povo irmão de Angola e à família enlutada as nossas mais sentidas condolências e a sincera solidariedade”, escreveu.
O líder moçambicano manifestou ainda o desejo de que “a memória de Manuel Domingos Augusto permaneça viva como farol inspirador para as novas gerações e que o seu legado continue a iluminar os caminhos da amizade e fraternidade na cooperação entre os povos".
De igual modo, o Chefe de Estado moçambicano lembrou que os partidos, MPLA e FRELIMO, “são os libertadores dos respectivos países, mostrando as relações históricas que partem desde antes da independência”, enfatizando que os dois países têm laços ligados pela língua, lutas e independências.
À imprensa, Daniel Chapo frisou que a última lembrança que possui do antigo ministro das Relações Exteriores está relacionada com um encontro de trabalho, em Maputo, onde foram abordadas as lutas comuns, desde o período anterior à independência de Moçambique e de Angola aos desafios que se seguiram na fase pós-independência.
Igualmente foi abordada a necessidade de estreitar cada vez mais as relações de amizade e cooperação entre os dois países e, sobretudo, entre os partidos FRELIMO e MPLA.