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Presidentes de Angola e de Moçambique abordam cooperação entre os dois países

Presidentes de Angola e de Moçambique abordam estado da cooperação entre os dois países
Presidentes de Angola e de Moçambique abordam estado da cooperação entre os dois países Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 19h51 18/06/2026

Luanda – Os Presidentes de Angola, João Lourenço, e de Moçambique, Daniel Chapo, analisaram esta quinta-feira, em Luanda, o estado da cooperação bilateral e concertaram posições sobre os principais desafios da região austral e do continente africano.

O estadista angolano recebeu o seu homólogo moçambicano, no Palácio Presidencial, à margem da Global Tourism Forum – Investment Summit Angola 2026, decorre nos dias 18 e 19 do corrente mês, em Luanda.

Angola e Moçambique mantêm uma relação histórica alicerçada na solidariedade construída durante a luta de libertação e fortalecida ao longo de cinco décadas de independência, no quadro da SADC, da União Africana e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

No domínio económico, Luanda e Maputo apostam no aumento das trocas comerciais, na promoção do investimento privado e na dinamização dos sectores produtivos, nomeadamente indústria, agricultura, pescas, energia e petróleo.

A cooperação entre os dois países abrange igualmente a formação de quadros, capacitação técnico-profissional e partilha de experiências, em matéria de desenvolvimento rural e produção agrícola.

No plano da paz e segurança, Angola continua a acompanhar os esforços das autoridades moçambicanas para a estabilização da província de Cabo Delgado, afectada pelo terrorismo, tema que tem merecido atenção permanente nas consultas bilaterais.

Saúde, cultura, turismo, transportes, logística, recursos minerais, tecnologia e finanças figuram entre as novas áreas identificadas pelos dois governos para ampliar a cooperação e apoiar a diversificação das respectivas economias.

As relações bilaterais ganharam novo impulso em 2025, com a visita oficial de Daniel Chapo a Angola, que culminou com a assinatura de cinco instrumentos jurídicos destinados a impulsionar projectos de desenvolvimento económico e social.

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