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Conferência da CPLP recomenda mapeamento da física nos PALOP

Conferência da CPLP recomenda mapeamento da física nos PALOP
Conferência da CPLP recomenda mapeamento da física nos PALOP Imagens: DR

Redacção

Publicado às 16h07 20/06/2026

Lubango - A realização de um mapeamento da física nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com foco nas infra-estruturas, recursos humanos e capacidade de investigação, figura entre as principais recomendações saídas da VI Conferência da Física da CPLP, encerrada esta sexta-feira, na cidade do Lubango.

A informação foi avançada pela presidente da União dos Físicos dos Países de Língua Portuguesa, Sónia Semedo, ao fazer o balanço do encontro que reuniu investigadores, docentes e estudantes de vários países lusófonos.

Segundo a responsável, o levantamento permitirá conhecer com maior rigor a realidade da física nos PALOP, identificar desafios e potencialidades e criar bases para uma cooperação científica mais estruturada.

Explicou que a iniciativa pretende recolher informações sobre laboratórios, equipamentos, projectos de investigação, instituições de ensino e número de profissionais ligados à área, contribuindo para a definição de estratégias de desenvolvimento científico.

Sónia Semedo referiu que a proposta surgiu durante os debates realizados ao longo da conferência, tendo merecido consenso entre os participantes, destacando que o conhecimento da capacidade instalada em cada país facilitará a criação de redes de colaboração e a partilha de recursos entre instituições académicas e científicas.

Além do mapeamento, a conferência recomendou a promoção das olimpíadas de física como forma de incentivar os jovens a enveredarem pelas áreas de Ciência, Tecnologia e Matemática.

Os participantes defenderam, igualmente, o reforço da cooperação entre universidades e centros de investigação para a elaboração de projectos conjuntos susceptíveis de captar financiamento internacional.

De acordo com Sónia Semedo, os futuros projectos deverão estar orientados para a resolução de problemas locais, com impacto directo nas comunidades.

A presidente da União dos Físicos da CPLP sublinhou que a física pode contribuir para responder a desafios relacionados com a saúde, energia, ambiente e desenvolvimento tecnológico.

Considerou ainda que a forte participação dos conferencistas e o elevado nível de interação registado durante as formações demonstraram o interesse crescente pela ciência no espaço lusófono.
"Muito mais do que uma conferência de física, foi uma conferência para a comunidade que terá impacto no futuro", afirmou.

A VI Conferência da Física da CPLP decorreu no Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla (ISCED-Huíla), reunindo especialistas de vários países para debater o ensino, a investigação científica, a física médica e o papel da ciência no desenvolvimento sustentável.

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