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Angola defende reforço dos mecanismos face às crises humanitárias

Angola advoga reforço dos mecanismos face às crises humanitárias
Angola advoga reforço dos mecanismos face às crises humanitárias Imagens: DR

Redacção

Publicado às 16h58 20/06/2026

Luanda - Angola advogou, sexta-feira, em Adis Abeba, Etiópia, a necessidade de reforçar os mecanismos políticos, institucionais e financeiros de África, para responder de forma mais eficaz às crises humanitárias provocadas pelos conflitos armados e pelas deslocações forçadas de populações.

A posição foi apresentada pelo representante permanente de Angola junto da União Africana (UA), Miguel Bembe, durante uma sessão interactiva de alto nível realizada na sede da União Africana, com o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Barham Salih.

Na ocasião, o diplomata angolano manifestou preocupação com a persistência de focos de instabilidade em regiões como o Sahel, o Corno de África e a Região dos Grandes Lagos, pois estas crises continuam a provocar deslocações em massa, insegurança alimentar e a desagregação de numerosas famílias.

Miguel Bembe salientou igualmente o papel desempenhado pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha na protecção das populações civis e na defesa do Direito Internacional Humanitário em contextos de conflito.

No quadro das iniciativas africanas para a promoção da paz, o embaixador referiu-se da realização, em Luanda, nos dias 29 e 30 de Agosto deste ano, da Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre a Resolução de Conflitos em África.

Convocado por iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, na qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África, o referido encontro analisará o reforço dos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos no continente.

Segundo Miguel Bembe, as deliberações da cimeira terão especial incidência no fortalecimento das capacidades financeiras e institucionais da União Africana, de modo a assegurar respostas mais céleres e sustentáveis aos desafios de paz e segurança.

O diplomata considerou que a iniciativa reafirma o papel de liderança de Angola na arquitectura africana de paz e segurança.

Durante a intervenção, Miguel Bembe destacou ainda a realização da quarta edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda, prevista para os dias 22 e 23 de Outubro de 2026.

Referiu que o evento constituirá um espaço de promoção da cultura de paz, do diálogo intergeracional e da prevenção de conflitos, reforçando o contributo de Angola para a estabilidade e o desenvolvimento do continente africano.

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