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Reiterado compromisso de Angola em contribuir para diálogo inclusivo no Madagascar

Secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, representa Chefe de Estado angolano em reunião da SADC
Secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, representa Chefe de Estado angolano em reunião da SADC Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 10h44 30/06/2026 - Actualizado às 12h29 30/06/2026

Luanda - A secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, reiterou, esta segunda-feira, em Luanda, o compromisso de Angola em contribuir na facilitação do diálogo inclusivo para apoiar os processos em curso, no âmbito do estabelecimento da ordem constitucional no Madagáscar.

Esmeralda Mendonça representou o Presidente da República, João Lourenço, na Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre a Situação Política e de Segurança no Madagáscar, realizada em formato virtual, e presidida por Cyril Ramaphosa, Chefe de Estado da África do Sul e Presidente Interino da organização regional. 

Ao intervir em nome do Chefe de Estado angolano, Esmeralda Mendonça frisou a necessidade imperiosa da SADC maximizar os esforços colectivos dos parceiros internacionais engajados com a causa de Madagáscar para evitar o fracasso observado na implementação do Roteiro de 2011.

Durante a reunião, que analisou a situação política e de segurança prevalecente em Madagascar, manifestou também, em nome de Angola, o apoio a decisão submetida para consideração da cimeira, tendo apelado a total inclusão, transparência, imparcialidade e neutralidade na implementação do Programa de Refundação.

No âmbito dos trabalhos, o Orgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança, coadjuvado pelo Painel de Anciãos da SADC procedeu a apresentação de um relatório informativo sobre a situação vigente no Madagáscar, bem como alinhou ideias direccionadas a projecção e concertação de futuras intervenções conjuntas.

Madagáscar encontra-se actualmente sob um regime militar, liderado pelo Coronel Michael Randrianirina, na sequência de protestos da juventude e da destituição do antigo Presidente Andry Rajoelina.

O país enfrenta tensões políticas contínuas, graves crises económicas e ambientais e medidas de segurança reforçadas, segundo indica uma nota de imprensa do Ministério angolano das Relações Exteriores.

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