RECUPERAçãO

PGR aborda cooperação interinstitucional com delegação britânica do IACCC

Delegações da PGR e do IACCCImagem: Edições Novembro

04/06/2026 11h55

Luanda - O procurador-geral da República, Pedro Mendes de Carvalho, recebeu quarta-feira, em Luanda, uma delegação britânica do Centro de Coordenação Internacional Anti-Corrupção (IACCC), encabeçada por Michael Petkov.

O encontro, de acordo com uma nota de imprensa da Procuradoria-Geral da República, citada pelo JA Online, serviu para a realização de acções de concertação no domínio da cooperação interinstitucional, com prevalência no âmbito judiciário.

Pedro Mendes de Carvalho ressaltou, na ocasião, o bom andamento da relação e parceria entre ambas as instituições, particularmente em termos de colaboração no combate aos crimes de natureza económico-financeira.

Michael Petkov qualificou como “estratégica e bastante proveitosa” a parceria com a Procuradoria-Geral angolana, enfatizando que Angola é o país mais importante para a cooperação neste domínio.

O responsável britânico reiterou, na ocasião, o compromisso em ajudar Angola na efectiva realização da justiça, quer nos assuntos ocorridos no Reino Unido, como além-fronteiras.

“O Reino Unido não é um país onde as pessoas que cometem crimes possam beneficiar do sistema financeiro bancário”, disse o chefe da delegação britânica.

Nos sete anos de cooperação com a PGR, asseverou, muita coisa foi bem feita, expectando alcançar patamares “ainda mais altos”, no âmbito do reforço da capacidade institucional e partilha de conhecimentos e de informações relevantes para melhor colaboração no domínio penal.

Considerou um desafio permanente estabelecer contacto pessoal com a direcção da PGR em Angola, justificando ser uma forma de perceber o sistema jurídico angolano e, mais facilmente, poder continuar a ajudar no tratamento dos pedidos de cooperação, sobretudo na recuperação de activos já congelados no Reino Unido, bem como noutros países com os quais mantêm excelentes relações.

O responsável britânico propôs o enquadramento nas acções de formação de outras instituições angolanas que participam no “complexo processo de combate à criminalidade económico-financeira”, ao passo que o procurador-geral da República recordou que, no âmbito da parceria, magistrados beneficiaram de formação em matéria de investigação criminal sobre combate à corrupção, branqueamento de capitais e outros conexos.

“Trata-se de uma parceria real e satisfatória e que não tem encontrado dificuldades nas respostas às demandas feitas ao Reino Unido, por se mostrar sempre cooperante”, disse.


 

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