INDEPENDêNCIA

Angola apoia o direito inalienável do povo Saharawi à auto-determinação

Francisco da Cruz, Representante de Angola na ONU, em Nova IorqueImagem: Cedida

19/06/2026 07h31

Luanda – O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, reiterou, em Nova Iorque, que Angola apoia o direito inalienável do povo Saharawi à auto-determinação, em conformidade com as resoluções pertinentes da ONU e da União Africana.

Ao discursar na reunião plenária do Comité Especial sobre a Situação Relativa à Implementação da Declaração de Independência dos Países e Povos Coloniais: Caso do Sahara Ocidental, o diplomata angolano destacou que o seu país se mantém firmemente contrário ao colonialismo, em todas as suas formas e manifestações.

Lembrou que o Sahara Ocidental continua a ser um território não autónomo na lista das Nações Unidas e o seu estatuto final permanece indefinido.

Enfatizou a importância da busca de uma solução política realista, pragmática e mutuamente aceitável, que contribua para a estabilidade regional, promova a reconciliação e aborde as preocupações legítimas de todas as partes, no âmbito do processo político liderado pelas Nações Unidas, sob os auspícios do secretário-geral.

Encorajou todas as partes a participarem de boa-fé nas negociações e a demonstrarem a vontade política necessária para alcançar uma solução justa e duradoura, considerando essencial o compromisso construtivo para avançar em direcção a uma solução sustentável que defenda o princípio da auto-determinação.

Sublinhou que Angola apoia medidas que promovam a confiança mútua e criem condições propícias ao diálogo, pelo que o seu país incentiva o envolvimento humanitário contínuo e os contactos interpessoais que favoreçam a compreensão mútua, indica uma nota dos Serviços de Imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas em Nova Iorque.

Durante a sua intervenção, Francisco José da Cruz apelou à cooperação contínua com a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO), incluindo o acesso pleno, seguro e sem entraves às suas áreas de operação, para garantir que a mesma implemente o seu mandato de forma eficaz.

Manifestou apoio a consideração de uma missão de visita estruturada e consultiva, por parte do Comité, a fim de melhorar a compreensão da situação no terreno e apoiar o processo político, sublinhando a importância da cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana na promoção de uma solução pacífica, negociada e duradoura.

O embaixador Francisco José da Cruz congratulou-se com a renovação do mandato da MINURSO e reafirmou o apoio de Angola aos esforços do secretário-geral e do seu enviado pessoal, mantendo o compromisso com uma abordagem equilibrada, baseada em princípios e construtiva, que respeite o direito internacional, apoie a auto-determinação e contribua para a paz, estabilidade e cooperação regional.

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