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Angola participa na reunião do Processo dos Estados Africanos do Atlântico

Embaixador de Angola no Benin, José Bamóquina Zau (2º esq. 2ª fila) participa em reunião sobre Processo dos Estados Africanos do Atlântico
Embaixador de Angola no Benin, José Bamóquina Zau (2º esq. 2ª fila) participa em reunião sobre Processo dos Estados Africanos do Atlântico Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 10h30 14/07/2026

Luanda – O embaixador de Angola no Benin, José Bamóquina Zau, disse, esta segunda-feira, em Cotonou, que Angola reconhece o Processo dos Estados Africanos do Atlântico como uma plataforma estratégica para promover a paz, segurança, desenvolvimento sustentável e integração regional, e continua comprometido com os seus objectivos e princípios.

José Bamóquina Zau representou o ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, na sétima reunião ministerial do Processo dos Estados Africanos do Atlântico, cuja cerimónia de abertura foi dirigida pela ministra dos Negócios Estrangeiros do Benin, Corinne Amori Brunet.

Com participação dos chefes da diplomacia dos países africanos banhados pelo oceano Atlântico, a reunião reavaliou questões de segurança marítima, corredores logísticos e transição energética para consolidar um espaço integrado.

Bamóquina Zau sustentou, na sua intervenção, que o espaço atlântico africano assume uma crescente importância geopolítica e constitui um vector estratégico de segurança, desenvolvimento e afirmação dos Estados, a nível continental e no sistema internacional.

“A crescente competição geopolítica e geoestratégica tem conduzido a reconfiguração das cadeias logísticas globais e aumentado a pressão sobre os recursos naturais”, salientou, adiantando que o espaço marítimo deixou de ser periférico para se tornar “um espaço central na arquitectura económica e estratégica mundial”.

Nesta reunião ministerial, Angola defendeu o reforço da cooperação regional e da coordenação entre os Estados, mediante intercâmbio de informações, fortalecimento das capacidades institucionais, realização de acções conjuntas de vigilância marítima e promoção de mecanismos eficazes de prevenção e resposta às ameaças transnacionais.

Uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Nigéria, onde reside o embaixador José Bamóquina Zau, indica que Angola defendeu na reunião o desenvolvimento de uma economia azul africana integrada e a concertação de uma posição comum nos principais fóruns internacionais para consolidar uma verdadeira zona de paz, segurança e prosperidade.

Os participantes na reunião adoptaram a “Declaração de Cotonou”, como um sinal político inequívoco de que permanecem comprometidos com o Plano de Acção e com a consolidação de um espaço atlântico africano integrado, assente na segurança marítima, em corredores logísticos ecológicos e na transição energética sustentável.

O Plano de Acção produzirá resultados concretos e mensuráveis para a implementação de um quadro de coordenação eficaz, assente em prioridades, metas e indicadores de desempenho, mecanismos de acompanhamento e avaliação periódica, bem como na mobilização dos recursos técnicos e financeiros necessários.

A Declaração orienta o reforço da articulação entre o Secretariado Permanente, os Estados-membros e os parceiros estratégicos para promover a apropriação nacional das iniciativas e assegurar que as acções acordadas se traduzam em benefícios concretos para os africanos.

A reunião decorreu sob o lema "Consolidação de um espaço Atlântico africano integrado: Segurança Marítima, Corredores Logísticos Ecológicos e Transição Energética Sustentável", alinhado à visão estratégica de cooperação regional e multilateral do Atlântico africano.

O Processo dos Estados Africanos do Atlântico é um mecanismo geopolítico, criado por iniciativa do Rei de Marrocos, em 2022, e congrega 22 Estados africanos banhados pelo oceano Atlântico.

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