Angola destaca papel estratégico da aviação civil no desenvolvimento económico
Luanda - A aviação civil constitui um dos mais poderosos instrumentos de desenvolvimento económico e social, ao ligar pessoas, mercados e regiões, facilitar o investimento, impulsionar o turismo, estimular o comércio, aproximar culturas e reforçar a integração entre os países.
A afirmação foi feita, esta terça-feira, em Luanda, pelo ministro dos Transportes, Ricardo Veigas de Abreu, durante a abertura da ICAO Global Aviation Gender Summit 2026, uma cimeira internacional dedicada à valorização do papel das mulheres na transformação e no desenvolvimento da aviação mundial, que decorre de 21 a 23, na capital angolana.
“Para Angola, um país de dimensão continental, a aviação constitui, igualmente, um instrumento de coesão nacional e um factor estratégico para a integração regional e internacional", declarou.
Segundo o ministro, citado pelo JA Online, o Executivo conta com o sector dos Transportes, em particular a aviação civil, entre as suas prioridades estratégicas, “porque acreditamos que investir na mobilidade é investir no desenvolvimento”.
Sob o lema “Advancing Aviation Through the Empowerment of Women”, o evento reúne líderes, especialistas e profissionais do sector para promover a inclusão, partilhar experiências e reforçar o compromisso com uma indústria mais inovadora, sustentável e representativa.
Aviação civil angolana emprega 8.300 profissionais
A aviação civil angolana emprega actualmente mais de 8.300 profissionais, dos quais cerca de 28,5% são mulheres, registando, igualmente, uma presença sustentada do género feminino em cargos de direcção, gestão e liderança.
Os dados foram avançados pelo ministro dos Transportes, Ricardo Veigas de Abreu, na abertura da ICAO Global Aviation Gender Summit 2026, uma cimeira internacional dedicada à valorização do papel das mulheres na transformação e no desenvolvimento da aviação mundial, que decorre de 21 a 23 de Julho, em Luanda.
Para o ministro, o lema da cimeira assume uma importância estratégica, ao afirmar que “a aviação não tem género, mas sim talento”.
“Trata-se de uma afirmação simples, mas profundamente transformadora”, disse, acrescentando que a sustentabilidade da aviação dependerá sempre da qualidade das pessoas que nela trabalham.
Segundo o governante, essa qualidade mede-se pela competência, pelo conhecimento, pela capacidade de inovar, pela disciplina e pelo compromisso, “e nunca pelo género”.
O Ministério dos Transportes considera que a igualdade de oportunidades deixou de ser apenas uma política social, constituindo actualmente uma política de competitividade.