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Primeira-Dama lança campanha africana para mulheres e raparigas

Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço
Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço Imagens: CIPRA

Redacção

Publicado às 19h25 30/07/2026 - Actualizado às 19h25 30/07/2026

Luanda – A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, afirmou, esta quinta-feira, em Luanda, que a paz criou as condições para a reconstrução nacional, consolidação do Estado de Direito e ampliação dos direitos das mulheres em Angola.

Ana Dias Lourenço discursava no lançamento da campanha continental “Construir Resiliência para Mulheres e Raparigas, Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis”, destinada a reforçar a resposta aos desafios que afectam as populações mais vulneráveis.

A cerimónia foi assistida pelo Presidente da República, João Lourenço, que discursou igualmente.

Promotora da iniciativa na qualidade de vice-presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), Ana Dias Lourenço considerou que os projectos de desenvolvimento do país só foram possíveis graças a paz alcançada há 24 anos.

Segundo a Primeira-Dama, a paz constituiu uma conquista histórica que encerrou um longo período de sofrimento e restituiu esperança, dignidade e confiança no futuro ao povo angolano, com particular significado para as mulheres.

Sublinhou que, em contextos de conflito armado, as mulheres enfrentam de forma desproporcional as consequências da guerra, com maior exposição a situações de vulnerabilidade e à violação dos seus direitos fundamentais.

Ana Dias Lourenço afirmou que a paz criou condições indispensáveis para a implementação de políticas públicas estruturantes, a melhoria progressiva das condições de vida das populações e a promoção dos direitos das mulheres, com maior participação e igualdade de oportunidades no processo de desenvolvimento.

Defendeu o incremento dos esforços colectivos em prol da paz, segurança e estabilidade no continente africano, através do diálogo inclusivo e de soluções sustentáveis para as causas estruturais dos conflitos, e recordou a realização, em Luanda, recentemente, do segundo Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, sob o alto patrocínio do Presidente João Lourenço.

Ana Dias Lourenço referiu que o número de conflitos em África quase duplicou, passando de 15 registados em 2003, para 28, em 2026, com impacto directo na vida de cerca de 169 milhões de pessoas, tendo apelado ao reforço das iniciativas de prevenção e resolução de conflitos para a construção de um futuro de maior resiliência, desenvolvimento e prosperidade para as populações africanas.

A Primeira-Dama salientou que Angola assumiu a paz como cultura e compromisso permanente, sustentado pelo diálogo, tolerância, respeito mútuo e convivência harmoniosa.

Deu a conhecer a realização, este ano, em Luanda, da quarta edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência em África, iniciativa conjunta da União Africana, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e Governo de Angola.

Participam no encontro, as Primeiras Damas da Guiné Equatorial, Côte d'Ivoire, Cabo Verde, RDC, Gabão, Moçambique, Serra Leoa, Namíbia, Congo, Nigéria e São-Tomé e Príncipe, entre outras, assim como a secretária executiva da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), Nardos Berhanu, e outras individualidades.

A iniciativa pretende fortalecer a capacidade de resposta dos Estados africanos aos impactos das alterações climáticas, dos conflitos e das crises humanitárias, com particular atenção à protecção, participação e empoderamento das mulheres e raparigas.

A campanha decorre sob o lema “Construir Resiliência é Garantir Sustentabilidade para o Futuro, com Participação Inclusiva”, e prevê a mobilização de parcerias e acções concretas para reforçar a capacidade de mulheres e raparigas, face aos desafios climáticos, aos conflitos e às crises humanitárias.

Liderada por Ana Dias Lourenço, na qualidade de vice-presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, a iniciativa reafirma o compromisso de Angola com a promoção da igualdade de género, paz e desenvolvimento sustentável do continente.

A campanha surge após o impacto alcançado pela iniciativa continental “We Are Equal – Somos Todos Iguais”, que mobilizou instituições, parceiros e cidadãos em torno da educação para a igualdade de género e do combate à violência infanto-juvenil.

Com a nova iniciativa, indica uma nota do Gabinete da Primeira Dama, Angola assume novamente um papel de referência na promoção de uma agenda africana centrada na construção da resiliência, na paz, na inclusão e na criação de oportunidades para mulheres e raparigas.

Na cerimónia, participaram representantes dos sectores público e privado, organizações da sociedade civil e líderes comunitários.

A Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD) reúne as Primeiras-Damas dos Estados africanos em torno de iniciativas destinadas à promoção dos direitos e do bem-estar de mulheres, jovens e crianças, com particular atenção às populações em situação de vulnerabilidade.

Criada em 2002, inicialmente tinha a designação de Organização das Primeiras-Damas Africanas contra o VIH/SIDA (OAFLA), por iniciativa de 37 Primeiras-Damas do continente, numa altura em que a epidemia do VIH/SIDA constituía um dos principais desafios de saúde pública em África, tendo ampliado o seu campo de intervenção para responder a outros desafios que afectam o desenvolvimento do continente.

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