Presidente da AN defende acção urgente contra alterações climáticas
Luanda - O presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, uma resposta urgente e coordenada às alterações climáticas, na abertura da segunda Conferência Parlamentar sobre o Ambiente.
Adão de Almeida alertou que a crise climática já afecta directamente Angola, com impactos na segurança alimentar, abastecimento de água, economia e qualidade de vida das populações.
Ao discursar na abertura da conferência, promovida pela Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Ambiente, Adão de Almeida considerou que as alterações climáticas deixaram de ser um risco futuro para se tornarem uma realidade diária.
Destacou que as secas prolongadas, inundações, desertificação e erosão costeira exigem políticas públicas mais eficazes, reforço da legislação ambiental, maior financiamento climático e cooperação internacional para enfrentar um dos maiores desafios da actualidade.
Por seu lado, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Ambiente, Vigílio Tyova, afirmou que o encontro pretende reforçar o papel fiscalizador e legislativo da Assembleia Nacional em matéria ambiental.
Segundo disse, o país precisa de transformar os diagnósticos em medidas concretas, capazes de proteger os ecossistemas, melhorar a gestão dos recursos naturais e promover um modelo de desenvolvimento sustentável.
Defendeu ainda investimento na economia verde, nas energias renováveis, na agricultura resiliente, no saneamento básico e na valorização da biodiversidade, sublinhando que a transição energética deve gerar benefícios para Angola e para as comunidades, sem comprometer a soberania sobre os recursos naturais.
Sob o lema “Acção Climática: Responder aos Sinais da Terra e Construir um Futuro Sustentável”, a conferência reuniu deputados, membros do Executivo, especialistas, académicos, representantes da sociedade civil, parceiros internacionais, agentes e funcionários parlamentares, para debater soluções destinadas a fortalecer a legislação ambiental e consolidar uma agenda parlamentar voltada para o desenvolvimento sustentável.
No seu discurso de encerramento, Vigílio Tyova lançou um apelo ao compromisso colectivo em prol da protecção ambiental e desenvolvimento sustentável.
Destacou que a sustentabilidade deve conciliar a preservação dos recursos naturais com o crescimento económico, promovendo o investimento, as energias renováveis e a industrialização sem comprometer as comunidades nem o património ambiental.
Afirmou que "a responsabilidade ambiental não pertence apenas ao Estado, mas deve ser assumida por todas as instituições e por cada cidadão", e defendeu que cada decisão e cada acção deixam impactos nas gerações futuras.