COOPERAçãO
Adão de Almeida recebeu embaixadores do Brasil e dos Emirados Árabes Unidos
02/07/2026 09h49
Luanda - Angola e o Brasil pretendem manter uma coordenação parlamentar cada vez mais próxima, dinâmica e eficiente, disse quarta-feira, em Luanda, a embaixadora em Angola, Eugénia Barthelmess, à saída de uma audiência com o presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida.
Em declarações à imprensa, a diplomata brasileira considerou fundamental a coordenação parlamentar entre os dois países, tendo anunciado a seguir que já trabalham na preparação de uma visita oficial do presidente do Parlamento angolano a Brasília.
Relativamente ao interesse numa aproximação legislativa cada vez mais dinâmica, informou que já existem contactos ao nível técnico, citando como exemplo o intercâmbio entre as áreas de comunicação dos dois parlamentos.
“A partir de agora, por uma directriz conjunta dos dois lados, as duas embaixadas — a do Brasil em Luanda e a de Angola em Brasília — vão trabalhar sob a orientação das respectivas casas legislativas para consolidar uma coordenação parlamentar cada vez mais próxima”, afirmou a diplomata.
Os trabalhos preparatórios visam garantir que, no momento do encontro entre os presidentes dos dois parlamentos, exista massa crítica e matéria de trabalho substantiva que justifique a visita oficial, face às exigentes agendas de ambas as lideranças.
Eugénia Barthelmess sublinhou que o Brasil e Angola têm um relacionamento bilateral muito dinâmico, muito intenso, seja no domínio técnico e entre os poderes executivos.
Futura cooperação com os EAU
No mesmo dia, o presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, recebeu o embaixador dos Emirados Árabes Unidos (EAU) em Angola, Salem Ali Alshamsi, com quem abordou a futura cooperação legislativa através das comissões parlamentares dos dois países.
No final da audiência, Salem Ali Alshamsi disse à imprensa que a visita de cortesia serviu também para abordar as relações bilaterais e o futuro da cooperação após a implementação do Acordo de Parceria Económica Abrangente (CEPA).
“Também falámos do acordo assinado no decurso da visita de Sua Excelência, o Presidente dos EAU, ocorrida no ano passado. Gostaríamos que este acordo fosse implementado em Angola para que possamos, então, testemunhar os benefícios, quer para o povo de Angola, quer para o dos Emirados Árabes Unidos”, frisou.
Referiu que embora a visita de cortesia tenha visado abordar questões genéricas, o encontro serviu também para analisar a actualidade geopolítica internacional.
Na ocasião, foram debatidas as tensões no Médio Oriente, com destaque para o impacto das acções do Irão no xadrez político global. O embaixador esclareceu ainda que esta foi a sua primeira audiência oficial desde a nomeação do líder do parlamento angolano.