PAZ

ONU destaca importância de Angola na preservação da paz

Subsecretário-geral das Nações Unidas e Alto Representante para a Aliança das Civilizações, Miguel MoratinosImagem: Edições Novembro

17/07/2026 06h09

Luanda - O subsecretário-geral das Nações Unidas (ONU) e alto representante para a Aliança das Civilizações, Miguel Ángel Moratinos, considerou, esta quinta-feira, que o exemplo de Angola demonstra que a paz, uma vez alcançada, pode criar condições para a renovação, reconstrução e esperança de um país.

Ao intervir na abertura da terceira edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), salientou que os angolanos são um povo que passou pelo jugo colonial e uma guerra civil, e hoje podem se orgulhar e dizer que pertencem a "uma Nação de paz, uma só Nação”.

Na sua intervenção, no evento que decorre sob o lema "Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional", adiantou que Angola ensina que a paz deve ser preservada e nutrida todos os dias.

Miguel Ángel Moratinos sublinhou que Angola é uma Nação que ensina a lição de reconciliação e esperança, acrescentando que “a humanidade sofre quando não há paz e avança quando ela prevalece”.

Enfatizou que o progresso alcançado, desde o fim do conflito, testa a determinação do povo angolano e uma liderança comprometida em criar um futuro próspero.

Apontou que a contribuição de Angola para a paz vai além das suas fronteiras e o seu estatuto tornou-se uma voz respeitada em termos de diálogo, mediação e recuperação regional, através de esforços tendentes a reduzir conflitos regionais e criar estabilidade em África.

Por este facto, enalteceu a postura do Presidente João Lourenço na manutenção do diálogo permanente com o seu homólogo da RDC, na busca da estabilidade para a região Leste daquele país.

Esclareceu que a paz não é meramente a ausência da guerra, mas sim é lugar de reconciliação, inclusão e propósito nacional partilhada, sublinhando que "a voz africana é importante no concerto das Nações em matérias de paz”.

Disse ainda que África, com a população jovem, é um continente virado para desenvolvimento, cultura e oportunidade, e o seu desenvolvimento vai depender muito das suas populações.

A iniciativa pretende valorizar o papel das mulheres, dos jovens e do desporto na prevenção e resolução de conflitos, bem como incentivar uma cultura de diálogo em substituição da militarização.

Criada em 2005, por iniciativa das Nações Unidas, a Aliança das Civilizações procura reduzir tensões entre comunidades culturais e religiosas, promover o diálogo intercultural e combater o extremismo.

A Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) lançou a iniciativa dedicada ao continente africano em 2022, para reforçar o diálogo intercultural, promover a paz, prevenir o extremismo e incentivar o desenvolvimento sustentável.

A primeira edição da iniciativa realizou-se, de 22 a 24 de Novembro de 2022, na cidade de Fez (Marrocos), e a segunda, entre 29 e 30 de Agosto de 2024, na Praia, em Cabo Verde.

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