OBSERVAçãO ELEITORAL
Presidente da CNE dirige observação eleitoral da CPLP em São Tomé e Príncipe
18/07/2026 12h03
Luanda - O Presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP), Manuel Pereira da Silva, dirige a missão de observação às eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, que se realizam este domingo (19).
De acordo com uma nota de imprensa divulgada pela Angop, a ROJAE-CPLP surge em resposta ao convite formulado pelo órgão eleitoral de São Tomé e Príncipe.
Quinta-feira última (16), a missão da ROJAE-CPLP, que acompanha as diferentes etapas do processo eleitoral, desde o período pré-eleitoral ao apuramento dos resultados, reuniu-se com os candidatos Carlos Manuel Villa Nova, Nito D'Abreu e Miques João Bonfim.
Reuniu-se igualmente com a Federação das Organizações Não Governamentais e com o Conselho Nacional da Juventude, assim como visitou a televisão e a rádio públicas de São Tomé e Príncipe.
O programa da Missão de Observação da ROJAE-CPLP prevê igualmente o acompanhamento da abertura das Assembleias de Voto, transmissão dos resultados eleitorais e uma comunicação de apresentação do Relatório da Missão à imprensa, no âmbito da transparência, integridade, imparcialidade e credibilidade do processo eleitoral.
A participação da ROJAE-CPLP insere-se no espírito de cooperação multilateral entre os órgãos eleitorais dos Estados-membros da comunidade, contribuindo para o fortalecimento das instituições democráticas, boa governação e partilha de experiências entre os órgãos de administração eleitorais.
A delegação ROJAE-CPLP é integrada por membros dos órgãos de Administração Eleitoral de Angola, Brasil, Portugal e Cabo-Verde, que assume a responsabilidade de porta-voz da Missão de Observação das Eleições.
Acompanham o presidente da CNE os comissários Lucinda da Costa e Gilberto Neto, e quadros da Comissão Nacional Eleitoral.
Domingo os eleitores são-tomenses escolhem o Presidente que dirigirá o país nos próximos cinco anos, entre quatro candidatos concorrentes.
A campanha para as eleições presidenciais terminaram esta, depois de 15 dias de "caça" aos votos de mais de 142 mil eleitores estão inscritos nos cadernos eleitorais, nos círculos eleitorais em São Tomé e Príncipe e na diáspora.
A campanha decorreu de forma pacífica sem qualquer registo de incidentes graves.
Prevê-se uma maior afluência às urnas a julgar pela campanha e os tempos de antena na Televisão e na Rádio são-tomenses.
Equipas de observação das Nações Unidas, União Europeia, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, União Africana, Comunidade Económica dos Estados de África Central (CEEAC) e G7+ já se encontram no país para fiscalizarem a transparência e pacifismo da escolha democrática do próximo Chefe de Estado.
Quatro candidatos concorrem, nomeadamente Carlos Vila Nova, Nito Abreu, Eugénio Tiny e Miques João Bonfim.
A eleição do próximo domingo será decisiva para determinar se os eleitores optam pela continuidade, da actual liderança presidencial, na pessoa de Carlos Vila Nova, ou por uma alternância, que propõe mudanças na condução do Estado.
Caso nenhum candidato obtenha mais de 50 por cento dos votos a Constituição de São Tomé e Príncipe prevê uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados.