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Tanzânia agradece homenagem a Julius Nyerere

Tanzânia agradece homenagem a Julius Nyerere
Tanzânia agradece homenagem a Julius Nyerere Imagens: DR

Redacção

Publicado às 15h49 01/08/2026

Luanda – A Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, agradeceu, este sábado, em Luanda, ao Chefe de Estado angolano, João Lourenço, pela decisão de atribuir o nome do antigo Presidente tanzaniano Julius Nyerere ao Hospital Geral dos Queimados, inaugurado hoje, no município do Kilamba.

Ao falar à imprensa, no final da cerimónia de inauguração, Samia Suluhu Hassan considerou a homenagem um reconhecimento do legado de Julius Nyerere na luta pela libertação de África e um símbolo dos históricos laços de amizade, solidariedade e fraternidade entre Angola e Tanzânia.

“Mais uma vez agradeço ao Presidente João Lourenço, porque hoje um sonho que tínhamos há muito tempo tornou-se realidade”, afirmou a estadista tanzaniana, que participou na cerimónia acompanhada por membros da família de Julius Nyerere, entre os quais a viúva, Maria Nyerere, um filho e netos.

A Presidente da Tanzânia destacou, igualmente, o convite de João Lourenço à família do antigo estadista para testemunhar a inauguração, gesto que considerou uma demonstração de respeito pelo legado de Nyerere e pela amizade histórica entre os dois países.

Durante a visita às instalações, Samia Suluhu Hassan conheceu os diferentes sectores da unidade hospitalar e considerou que a infra-estrutura mereceu receber o nome de Julius Nyerere, pela dimensão e importância dos serviços que vai prestar.

A líder tanzaniana associou a homenagem ao legado de outros líderes africanos que desempenharam um papel relevante na luta pela libertação do continente, entre os quais o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.

“Estamos muito satisfeitos pelo legado e pela atribuição do nome de Julius Nyerere a este hospital”, sublinhou.

Cooperação na saúde

Por outro lado, Samia Suluhu Hassan felicitou João Lourenço pelos investimentos realizados no sector da saúde e manifestou o interesse da Tanzânia em aprofundar a cooperação com Angola neste domínio.

A estadista propôs o intercâmbio de equipas médicas entre os dois países, com a deslocação de especialistas tanzanianos ao Hospital Geral dos Queimados Julius Nyerere e de equipas angolanas a hospitais e centros de saúde da Tanzânia.

“Devemos mandar as equipas da Tanzânia para visitar este hospital, como também equipas angolanas para visitarem hospitais e outros centros de saúde da Tanzânia”, sublinhou.

Apontou, igualmente, para o estabelecimento de uma cooperação mais abrangente entre hospitais e universidades dos dois países, com vista à troca de experiências, conhecimentos e tecnologias no domínio da saúde.

Samia Suluhu Hassan informou que a Tanzânia registou avanços no tratamento de doenças cardiovasculares, incluindo diferentes tipos de cirurgias cardíacas, bem como noutras especialidades médicas, e considerou que essas capacidades podem ser partilhadas no quadro da cooperação bilateral.

Segundo a Presidente tanzaniana, o intercâmbio de conhecimentos e o reforço das capacidades nacionais permitirão aos dois países fortalecer a sua “soberania em termos de saúde” e reduzir os custos associados à evacuação de pacientes para tratamento no estrangeiro.

Tanzânia solicita apoio de Angola

Na mesma ocasião, Samia Suluhu Hassan solicitou o apoio de Angola à liderança que a Tanzânia assumiu no domínio da saúde materno-infantil em África.

A Presidente tanzaniana pediu ao Chefe de Estado angolano, João Lourenço, e à Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, apoio às iniciativas da Tanzânia nesta área, no quadro dos esforços continentais para melhorar os indicadores de saúde materna e infantil.

“Gostaria de aproveitar esta ocasião para pedir ao Presidente João Lourenço, assim como à Primeira-Dama Ana Dias Lourenço, para apoiarem a minha liderança nesse intuito”, afirmou.

O Hospital Geral dos Queimados Julius Nyerere, localizado no município do Kilamba, em Luanda, é uma unidade especializada no tratamento de queimaduras e integra os esforços do Executivo angolano para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.

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