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Presidente da AN defende políticas de promoção da igualdade do género

Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, discursa na mesa redonda sobre "O Papel da Mulher Africana na Interacção com as Comunidades"
Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, discursa na mesa redonda sobre "O Papel da Mulher Africana na Interacção com as Comunidades" Imagens: Assembleia Nacional

Redacção

Publicado às 06h18 06/08/2026 - Actualizado às 06h18 06/08/2026

Luanda - O Presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, o reforço das políticas de promoção da igualdade de género, combate à violência contra a mulher e eliminação da mutilação genital feminina e casamentos precoces.

Adão de Almeida discursava na abertura da mesa redonda sobre o tema "O Papel da Mulher Africana na Interacção com as Comunidades", promovida pelo Grupo de Mulheres Parlamentares, no âmbito das celebrações do Dia da Mulher Africana, assinalado a 31 de Julho último.

Na sua intervenção, destacou que a celebração do Dia da Mulher Africana representa o reconhecimento do papel determinante das mulheres na luta pela libertação do continente, promoção dos direitos humanos, consolidação da paz, fortalecimento das instituições democráticas e desenvolvimento sustentável de África.

Sublinhou que a história das independências africanas passa pela participação activa das mulheres nos movimentos de libertação nacional, e reafirmou que o desenvolvimento do continente depende da sua plena inclusão na vida política, económica, social e cultural.

Recordou que a promoção dos direitos da mulher constitui prioridade na agenda internacional, referindo a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, a Declaração e Plataforma de Acção de Pequim e o Protocolo de Maputo, como instrumentos que orientam as políticas de promoção da igualdade de género em África.

Ao abordar a realidade angolana, Adão de Almeida destacou que a Constituição consagra os princípios da igualdade, dignidade da pessoa humana e igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, e referiu-se igualmente a aprovação de diplomas legais destinados à proteção dos direitos das mulheres e de combate à violência baseada no género.

Apontou como desafios o fortalecimento do empoderamento económico e financeiro das mulheres, através de políticas públicas que facilitem o acesso ao crédito, ao empreendedorismo, à propriedade, à formação técnico-profissional e ao emprego.

Exortou ainda ao combate à violência baseada no género, tendo afirmado que “nenhuma sociedade pode considerar-se plenamente democrática quando persistirem situações de violência doméstica, abuso sexual, assédio, casamentos precoces, discriminação económica ou qualquer outra forma de violação da dignidade da mulher”. 

A mesa redonda foi promovida como espaço de diálogo e reflexão sobre o protagonismo feminino nas diversas esferas da sociedade.

Foi estruturada em quatro painéis temáticos, que analisaram o papel da mulher africana na interacção com as comunidades nas dimensões política, jurídica, económica e social, evidenciando o seu contributo para a consolidação da cidadania, justiça social e desenvolvimento inclusivo.

A reflexão sobre a dimensão jurídica da mulher foi conduzida pela Presidente do Tribunal Constitucional, Laurinda Jacinto Prazeres, que destacou a importância de valorizar o papel da mulher africana na família, comunidade, economia, política e nos processos de paz, e apelou ao reforço da igualdade de género, combate à violência baseada no género e promoção do acesso à educação, saúde e oportunidades económicas.

Por sua vez, a componente económica foi apresentada pela deputada Maria Idalina Valente, que defendeu que apesar de a "mulher africana já participar activamente no desenvolvimento das suas comunidades, o seu contributo permanece frequentemente invisível, informal e insuficientemente apoiado".

Por seu lado, o painel dedicado a área social teve como prelectora Eunice Aguiar, que partilhou o testemunho de uma mulher que elevou a sua voz para ajudar outras mulheres.

O encontro reuniu parlamentares, membros do Executivo, magistrados, académicos, especialistas e representantes da sociedade civil, num exercício de partilha de experiências e de construção de propostas orientadas para o fortalecimento da participação da mulher no desenvolvimento sustentável do país.

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