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Vice-Presidente recebe responsáveis da WAS-AC e da União Africana de Matemática

Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, recebeu em audiência responsável da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS-AC), Francisca Delgado
Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, recebeu em audiência responsável da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS-AC), Francisca Delgado Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 06h18 06/08/2026 - Actualizado às 06h18 06/08/2026

Luanda - A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, recebeu, esta quarta-feira, em audiência a líder do Capítulo Africano da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS-AC), Francisca Delgado, e a secretária-geral da União Africana de Matemática, Mariade Natividade.

Em declarações à imprensa, a líder do Capítulo Africano da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS-AC), Francisca Delgado, destacou o potencial de Angola para expandir a aquicultura e considerou significativa a participação feminina nos diversos sectores da vida económica e social.

Reconheceu que muitas mulheres podem encontrar na aquicultura uma fonte sustentável de rendimento e de empreendedorismo, contribuindo para a melhoria das condições de vida das famílias.

Explicou que a WAS-AC pretende apoiar os países africanos na promoção da aquicultura sustentável, através da transferência de conhecimentos técnicos, utilização de tecnologias ambientalmente responsáveis e criação de oportunidades de financiamento.

A presidente da WAS-AC anunciou igualmente a realização, em Dezembro próximo, na Tanzânia, da Conferência Africana de Aquicultura, integrada num encontro mundial da organização, que reunirá representantes do Capítulo Africano para a partilha de experiências técnicas e científicas.

De acordo com Francisca Delgado, o evento servirá para apresentar resultados de investigações, tecnologias inovadoras aplicadas à aquicultura e aproximar os produtores e governos de potenciais financiadores.

Recordou ainda que as Nações Unidas dedicaram 2026 como “Ano da Mulher na Aquicultura”, pelo que incentivou a uma maior participação feminina na actividade.

Defendeu que as mulheres devem beneficiar de formação técnica adequada para desenvolver projectos sustentáveis no sector, assegurando que especialistas da organização estão disponíveis para prestar apoio técnico aos países.

Fortalecimento do ensino da Matemática

Por seu lado, a secretária-geral da União Africana de Matemática, Mariade Natividade, analisou com a Vice-Presidente Esperança da Costa estratégias para o fortalecimento do ensino e da investigação em Matemática.

No final da audiência, Maria de Natividade defendeu o reforço da formação de quadros, sobretudo ao nível do doutoramento, e considerou que o país ainda possui um número reduzido de especialistas nesta área.

Explicou que a União Africana de Matemática trabalha na promoção do ensino, investigação científica e aplicações da Matemática em todo o continente, e defendeu o apoio dos Estados-membros para concretizar os seus programas.

Incentivou os jovens e professores a optarem pela formação em Matemática, tendo salientado a necessidade de aumentar o número de doutorados angolanos na especialidade.

Protector solar deve ser considerado medicamento essencial

A Vice-Presidente da República recebeu ainda em audiência o presidente do Conselho de Direcção do Movimento para o Albino de Angola, Moisés Cardoso, que defendeu, em declarações à imprensa, a necessidade do protector solar passar a ser enquadrado em Angola como medicamento essencial e "não como simples produto cosmético".

Segundo disse, vários países já adoptaram esta classificação, em consonância com recomendações da Organização Mundial da Saúde, por se tratar de um produto indispensável à prevenção do cancro da pele nas pessoas com albinismo.

Moisés Cardoso chamou igualmente a atenção para os desafios enfrentados pelas pessoas com albinismo no acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Referiu que muitas crianças abandonam a escola, por dificuldades visuais, que dificultam a leitura no quadro, situação agravada pela falta de condições adequadas nas salas de aulas.

Acrescentou que a discriminação, o bullying e o abandono escolar contribuem para os baixos índices de empregabilidade das pessoas afectadas, defendendo políticas públicas que promovam a inclusão social e a igualdade de oportunidades.

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