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Embaixadora da União Europeia em Angola termina missão

Embaixadora da União Europeia acreditada em Angola, Rosário Paes, apresentou cumprimentos de despedida ao ministro das Relações Exteriores, Téte António
Embaixadora da União Europeia acreditada em Angola, Rosário Paes, apresentou cumprimentos de despedida ao ministro das Relações Exteriores, Téte António Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 08h11 11/08/2026

Luanda – A embaixadora da União Europeia acreditada em Angola, Rosário Paes, apresentou cumprimentos de despedida, esta segunda-feira, ao ministro das Relações Exteriores, Téte António, com quem balanceou o percurso da parceria existente e as perspectivas para o seu aprofundamento.

Durante o encontro, os dois interlocutores abordaram o reforço da cooperação, no âmbito do Corredor do Lobito, e evocaram a necessidade de continuar a estimular a participação do sector privado europeu na diversificação da economia angolana, através da criação de condições mais favoráveis ao investimento, desenvolvimento de cadeias de valor e promoção de parcerias em sectores produtivos.

Ao fazer o balanço da missão da embaixadora Rosário Paes, Téte António reconheceu o seu contributo para a manutenção de um diálogo político aberto e construtivo entre Angola e a União Europeia, bem como para a dinamização de iniciativas de cooperação e investimento de interesse para o país, indica uma nota de imprensa do Ministério angolano das Relações Exteriores.

O chefe da diplomacia angolana destacou a importância do trabalho desenvolvido num período de forte intensificação da parceria Angola–União Europeia, marcado pelo aprofundamento da cooperação no âmbito do Global Gateway, desenvolvimento do Corredor do Lobito e realização, em Luanda, da sétima Cimeira União Africana–União Europeia.

Por seu lado, Rosário Paes manifestou o seu reconhecimento pela cooperação mantida com as autoridades angolanas e reafirmou a importância que a União Europeia atribui à relação com Angola, expressando confiança na continuidade e no aprofundamento da parceria.

As relações entre Angola e a União Europeia (UE) remontam a década de 80 do século passado, ainda no quadro da Comunidade Económica Europeia (CEE), com um dos primeiros marcos institucionais a ocorrer em 1986, com a integração do país ao quadro de cooperação entre a CEE e os países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP), através da terceira Convenção de Lomé.

Em 1987, foram estabelecidos acordos específicos entre as duas partes, tendo a cooperação passado por diferentes fases, com particular incidência no apoio ao desenvolvimento, assistência humanitária, reconstrução e reforço das instituições.

A assinatura do Acordo de Cotonu, em 2000, entre a União Europeia e os países ACP, introduziu uma abordagem mais abrangente, que passou a incluir, além da cooperação para o desenvolvimento, questões relacionadas com a governação, direitos humanos, Estado de Direito, democracia, comércio e desenvolvimento sustentável, adianta a nota de imprensa.

Um dos principais momentos da evolução das relações Angola-UE ocorreu com a assinatura, em Bruxelas, do Caminho Conjunto Angola-União Europeia, instrumento que elevou a relação a um novo patamar de diálogo político e cooperação.

Angola e a União Europeia passaram a manter um diálogo estruturado sobre questões nacionais, regionais e internacionais, com particular atenção para a paz e segurança, governação, direitos humanos, desenvolvimento sustentável, comércio, investimento, alterações climáticas, energia, ciência e tecnologia.

Neste contexto, a União Europeia passou a atribuir maior importância à diversificação da economia angolana, ao desenvolvimento do sector privado, criação de emprego, melhoria do ambiente de negócios e atracção de investimento europeu.

No actual ciclo de cooperação, relativo ao período 2021-2027, a parceria privilegia o reforço das capacidades do Estado, criação de emprego e diversificação económica, com especial atenção para sectores capazes de contribuir para a redução da dependência do petróleo e para o desenvolvimento sustentável de Angola.

A dimensão económica e estratégica da parceria ganhou novo impulso com a estratégia Global Gateway da União Europeia, que inclui investimentos em infra-estruturas, energia, transportes, conectividade digital e desenvolvimento sustentável.

Neste quadro, o Corredor do Lobito tornou-se um dos principais projectos de cooperação entre Angola e a União Europeia, com importância para a conectividade regional, comércio, industrialização e desenvolvimento de cadeias de valor, incluindo nos sectores ligados aos minerais críticos.

De destacar ainda a entrada em vigor, a 01 de Setembro de 2024, do Acordo de Facilitação do Investimento Sustentável entre Angola e a União Europeia, o primeiro do género concluído pela organização da Europa com um país parceiro.

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