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Presidente da República acredita cinco novos embaixadores

Presidente da República, João Lourenço, acreditou cinco novos embaixadores, entre os quais Thembelani Nxesi, da África do Sul
Presidente da República, João Lourenço, acreditou cinco novos embaixadores, entre os quais Thembelani Nxesi, da África do Sul Imagens: CIPRA

Redacção

Publicado às 18h07 12/08/2026

Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, recebeu, esta quarta-feira, as Cartas Credenciais dos embaixadores extraordinários e plenipotenciários da Turquia, Coreia, África do Sul, Finlândia e Botswana, em cerimónias separadas realizadas no Palácio Presidencial, em Luanda.

Na qualidade de embaixadores extraordinários e plenipotenciários com estatuto de residentes foram acreditados Ozgur Uluduz, da Turquia, Byong-Jo Kang, da Coreia, e Thembelani Nxesi, da África do Sul.

Com estatuto de não residentes, apresentaram as suas Cartas Credenciais Satu Helina Lassila, da Finlândia, com residência em Moçambique, e Philip Khwae, do Botswana, residente na Namíbia.

Diplomata de carreira há mais de 30 anos, o novo embaixador da Turquia em Angola, Ozgur Uluduz, desempenhou funções diplomáticas em Milão (Itália), Lisboa (Portugal), Brasília (Brasil) e Nicósia (Chipre).

Em declarações à imprensa, considerou que, embora as relações entre Angola e a Turquia sejam positivas, ainda estão aquém do que ambos países podem alcançar, nos domínios político e económico.

“A Turquia e Angola merecem muito melhor em vários campos. Já temos boas relações, mas não é suficiente, não é no nível que merecem esses dois países, com grande potencial na região da África, na Europa e na Ásia. Então, esse é o desafio”, referiu.

Destacou que o primeiro passo é identificar prioridades e iniciar de imediato o trabalho, com o objectivo de alcançar resultados que reforcem a parceria estratégica entre Angola e a Turquia, e realçou o ambiente de amizade e entendimento entre os dois governos e povos.

Por sua vez, o novo embaixador da Coreia, Byong-Jo Kang, afirmou que pretende fortalecer ainda mais as relações de amizade e cooperação entre os dois países.

Após entregar as cartas credenciais, o diplomata recordou que, embora separados por milhares de quilómetros, Angola e a Coreia têm estreitado os laços de amizade ao longo dos últimos anos.

“Na área da cultura, muitos jovens angolanos gostam de K-pop. Angola é um país com muito potencial. Como embaixador da República da Coreia, vou trabalhar para potenciar ainda mais a cooperação entre os nossos dois países”, frisou.

Byong-Jo Kang, de 54 anos, exerceu missões diplomáticas na Nigéria, Argentina e junto das Nações Unidas. No Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia, ocupou ainda diferentes cargos em vários departamentos.

Por seu lado, o novo embaixador sul-africano Thembelani Nxesi disse que Angola constitui um parceiro estratégico para o seu país, e afirmou que a sua missão está orientada para a identificação e exploração de novas áreas de cooperação, principalmente na vertente económica e em sectores estratégicos para os dois países.

Apontou o sector da indústria petrolífera como prioritário para o reforço da parceria, pelo facto de Angola continuar a importar produtos petrolíferos refinados, apesar do seu potencial em recursos naturais.

Defendeu que Angola e a África do Sul devem apostar no desenvolvimento de indústrias, troca de conhecimentos e partilha de competências em sectores-chave, de modo a aumentar o aproveitamento dos recursos naturais e potenciar as economias dos dois países.

Destacou igualmente a formação e capacitação de quadros como outra prioridade da sua missão, com particular atenção para jovens e mulheres, além do agronegócio, em que a África do Sul possui experiência que poderá ser partilhada com Angola.

Thembelani Nxesi realçou ainda os laços históricos entre Angola e África do Sul e recordou o apoio prestado à luta contra o regime do Apartheid no seu país, e sublinhou a preservação da memória histórica como uma das vertentes da sua missão, com referência ao projecto sul-africano “Caminhos para a Libertação”, destinado a homenagear combatentes da luta de libertação na região da África Austral.

O projecto prevê, entre outras acções, a identificação e repatriamento dos restos mortais de heróis e heroínas que tombaram em território angolano, durante a luta de libertação da África do Sul.

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