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Futuro Hospital Oncológico deverá reduzir evacuações de doentes para o exterior

Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta (no centro)
Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta (no centro) Imagens: MINSA

Redacção

Publicado às 13h18 14/08/2026 - Actualizado às 13h19 14/08/2026

Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, disse, esta sexta-feira, em Luanda, que o futuro Hospital Oncológico deverá reduzir evacuações de doentes para o exterior do país.

Sublinhou que a aposta do Executivo na formação de profissionais e na introdução de tecnologias de alta complexidade como pilares para reforçar a capacidade de Angola no diagnóstico e tratamento das doenças oncológicas.

A governante, de acordo com o JA Online, falava à margem da visita do Presidente da República, João Lourenço, às obras do futuro Hospital Oncológico, integrado na expansão do Complexo Hospitalar de Doenças Cardiopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento.

Segundo Sílvia Lutucuta, a construção da nova unidade, com capacidade prevista para 149 camas, permitirá aumentar a capacidade interna de resposta aos casos de cancro e reduzir progressivamente a necessidade de evacuação de doentes para tratamento no
exterior.

A futura unidade será equipada com serviços de Medicina Nuclear, Radioterapia de alta complexidade, equipamentos de radioterapia associados à tecnologia de Ressonância Magnética, laboratórios especializados e uma sala destinada à cirurgia robótica.

A ministra explicou que a preparação dos recursos humanos já está em curso, com profissionais angolanos em formação em Portugal, Brasil e Índia, em diferentes áreas de especialização.

A intenção, disse, é garantir que os quadros estejam preparados para operar os equipamentos e assegurar cuidados diferenciados quando o hospital entrar em funcionamento.

“Nós temos que nos antecipar”, afirmou, referindo-se à necessidade de alinhar a formação dos profissionais com as novas infra-estruturas e tecnologias que estão a ser introduzidas no sistema nacional de saúde.

Acrescentou que cerca de 80% da formação deverá ser realizada em Angola, com recurso a professores nacionais e estrangeiros convidados, enquanto as áreas que exigem competências altamente especializadas continuarão a beneficiar de formação no exterior.

O futuro Hospital Oncológico terá ainda 28 alojamentos destinados a estudantes e profissionais em formação, permitindo acolher especialistas provenientes de outras províncias para rotações, estágios e especializações em Oncologia.

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