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Angola defende reforço da cooperação com Coreia do Sul no combate aos crimes cibernéticos

Embaixador Sianga Abílio (à esq.)
Embaixador Sianga Abílio (à esq.) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h32 27/08/2026 - Actualizado às 12h32 27/08/2026

Luanda - O embaixador de Angola na Coreia do Sul, Sianga Abílio, defendeu o reforço da solidariedade e da cooperação internacional no combate aos crimes cibernéticos.

O diplomata angolano falava durante a sessão de abertura do Simpósio Internacional sobre Crimes Cibernéticos, em Seul, segundo uma nota de imprensa.

Na qualidade de convidado de honra da Polícia Nacional da Coreia (KNPA), o embaixador discursou em representação do corpo diplomático acreditado na República da Coreia e das delegações internacionais participantes no encontro.

A cerimónia de abertura contou, igualmente, com intervenções do Secretário do Presidente da República para os Assuntos Civis e Justiça, Han Chansik, e do Vice-Comissário-Geral da Polícia Nacional da Coreia, Yoo Jae-Seong.

Sianga Abílio salientou que o cibercrime não conhece fronteiras, podendo afectar indivíduos, empresas, governos e sociedades inteiras.

Perante esta realidade, defendeu uma resposta internacional assente numa cooperação mais estreita e coordenada entre os Estados.

Destacou, ainda, a necessidade de reforçar a partilha de informações entre os países, acelerar a resposta das autoridades competentes e consolidar os mecanismos de cooperação internacional para prevenir, investigar e combater os crimes cometidos no espaço digital.

O simpósio reuniu autoridades policiais, diplomatas e delegações internacionais para analisar os principais desafios e as novas ameaças no ambiente digital, com particular atenção para a crescente sofisticação dos crimes cibernéticos e a necessidade de respostas coordenadas à escala global.

Durante os debates, os participantes reconheceram que a evolução e a sofisticação dos ataques cibernéticos exigem que a comunidade internacional avance na criação de mecanismos e regras comuns para o espaço digital, capazes de facilitar a cooperação entre os Estados, fortalecer os processos de investigação e responsabilização e garantir respostas mais eficazes às ameaças transnacionais.

Entre os temas abordados estiveram também a nova geração de ameaças cibernéticas, a definição de padrões globais para a era digital e o impacto da evolução tecnológica na crescente interligação entre o mundo físico e o espaço digital.

Ao encerrar os trabalhos, o simpósio reafirmou a importância de uma cooperação internacional mais estreita na área da segurança digital, com vista à construção de um ambiente cibernético mais seguro, resiliente e assente em regras comuns.

A participação de Angola no encontro reforçou, assim, o compromisso do país com os esforços internacionais destinados a enfrentar os desafios emergentes da segurança cibernética e a promover uma resposta coletiva às ameaças digitais.

 

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