DEFESA
Ministro Lúcio Amaral defende liderança estratégica
18/08/2026 13h22
Luanda - O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria afirmou, segunda-feira, em Luanda, que a formação dos dirigentes das instituições estratégicas do Estado afigura-se como fundamental para o país enfrentar os desafios do presente e do futuro.
Ao discursar na sessão de abertura do 1.º Curso de Alta Direcção Estratégica do Estado — destinado a presidentes de conselhos de administração e dirigentes de instituições estratégicas —, referiu que capacitar os líderes nessa abordagem visa garantir maior capacidade de decisão.
De acordo com o governante, citado pelo JA Online, a iniciativa busca também assegurar a antecipação de riscos, o fortalecimento da resiliência institucional e a consolidação da integração exigida pela segurança nacional.
“O dirigente estratégico não deve olhar apenas para os resultados da instituição que comanda, mas compreender o impacto dela para o país. É fundamental mapear as suas capacidades e vulnerabilidades, bem como os riscos que podem comprometer a sua missão, determinando o valor nacional que ela representa para a defesa e a salvaguarda da soberania, segurança, estabilidade e desenvolvimento”, sublinhou.
De acordo com Lúcio Amaral, essa visão representa a essência da liderança estratégica do Estado, sendo capaz de alinhar de forma directa a decisão institucional ao interesse nacional.
“O ambiente estratégico contemporâneo está a transformar profundamente a forma como devemos compreender a segurança nacional. As ameaças à estabilidade de um Estado já não se apresentam exclusivamente sob a forma de conflitos armados; uma interrupção prolongada de energia, uma ruptura numa cadeia logística essencial ou um ataque cibernético de grande escala podem comprometer o funcionamento das instituições e afectar, directamente, a vida do cidadão”, frisou.
Referiu, a propósito, a relação da segurança do Estado com a capacidade de proteger os seus recursos económicos, tecnológicos, financeiros, logísticos e institucionais, entre outros.
Por seu turno, o director-geral do Instituto de Defesa Nacional (IDN) destacou que a formação responde à necessidade de criar um espaço de reflexão e capacitação para os gestores que conduzem instituições de importância estratégica para o funcionamento da economia e o desenvolvimento do Estado.
Hélder Cafafa alertou que o actual ambiente de governação enfrenta novos desafios tecnológicos, económicos, cibernéticos, informacionais e logísticos.
O responsável disse que estes riscos podem comprometer a continuidade de capacidades estratégicas e de serviços essenciais do país.