CRIMINALIDADE
Criminalidade em Angola reduziu 10,1 por cento
20/08/2026 07h19
Luanda - O comandante-geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas da Silva, revelou, esta quarta-feira, em Luanda, que a criminalidade geral em Angola registou uma redução de 10,1 por cento, no primeiro semestre do corrente ano, enquanto os crimes cometidos com recurso a armas de fogo diminuíram 16,5 por cento.
O comandante da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Ribas da Silva, que falava no final da reunião do Conselho de Segurança Nacional, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, adiantou que a avaliação feita indica que a situação no país mantém-se estável, com livre circulação de pessoas e bens, em todo o território nacional.
De acordo com os resultados apresentados, regista-se uma redução de cinco por cento na criminalidade violenta e de 13,7 por cento nos crimes de roubo, enquanto os homicídios diminuíram 2,5 por cento e os casos de violência doméstica registaram uma queda de 0,9 por cento.
Francisco Ribas da Silva apontou uma diminuição de 22,6 por cento nos crimes de violação sexual e de 17 por cento na violência sexual, na apresentação do balanço das operações realizadas durante o semestre em referência.
Os resultados são atribuídos a medidas de prevenção e repressão criminal, incluindo cerca de oito mil micro-operações de buscas dirigidas, realizadas pelas forças de segurança, de acordo com o comandante-geral da Polícia Nacional.
Apesar da evolução positiva, reconheceu a existência de zonas que continuam a exigir uma intervenção permanente, que deverá passar pelo reforço da prevenção e pela cooperação com as populações, parceiros locais e empresários, visando reduzir o sentimento de insegurança.
Sublinhou ser visível, nos dias de hoje, não ocorrerem crimes de forma espectacular, como ocorriam há algum tempo, com armas de fogo, incluindo praticados por elementos em motorizadas, nas zonas urbanas e periurbanas.
Relativamente a exploração ilegal de minerais estratégicos e imigração ilegal, disse que registaram uma redução significativa em Angola.
Enfatizou que as zonas consideradas mais críticas, no que diz respeito ao garimpo e exploração ilegal de ouro, incluindo áreas nas províncias do Huambo e do Bengo, encontram-se actualmente sob maior controlo das autoridades e dos órgãos da Polícia Nacional.
No domínio da imigração, revelou que foi executado um plano operacional que permitiu retirar do território nacional aproximadamente 53 mil cidadãos de outras nacionalidades, que se encontravam ilegalmente em Angola.
Segundo disse, parte destes cidadãos estaria igualmente envolvida em actividades criminosas, tais como exploração ilegal de diamantes e o negócio ilícito de material ferroso.
Intervenção da Polícia Nacional no Uíge
Em relação ao incidente ocorrido no Uíge, a 08 do corrente mês, deu a conhecer que não esteve na agenda da reunião do Conselho de Segurança Nacional, e justificou a intervenção policial como uma acção destinada a repor a ordem e garantir o funcionamento das instituições.
Francisco Ribas da Silva esclareceu que a instituição que dirige é "uma polícia republicana ao serviço do cidadão", independentemente da cor partidária ou origem de cada angolano.
"A polícia existe para repor a ordem, garantir a manutenção da segurança pública, para garantir a estabilidade e o normal funcionamento das instituições", ressaltou.
Sublinhou que a intervenção policial ocorreu numa altura em que a autoridade máxima local estava a ser "desautorizada", tendo a corporação recorrido, à luz da Lei e dos Regulamentos, ao poder da autoridade para repor a ordem e restabelecer o normal funcionamento da zona.
Os incidentes de 08 de Agosto opuseram forças policiais e militantes da UNITA, que acusam as autoridades de terem impedido, pela força, a realização de um acto de homenagem a Jonas Savimbi, tendo resultado em dezenas de feridos.