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Angola e Portugal devem continuar a melhorar a circulação de cidadãos

Ministro Téte António (à dir.)
Ministro Téte António (à dir.) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h15 05/09/2026 - Actualizado às 13h15 05/09/2026

Luanda - Angola e Portugal devem continuar a trabalhar para melhorar a circulação de cidadãos entre os dois países, defendeu, quarta-feira, em Lisboa, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, ao comentar a nova Lei de Imigração Portuguesa.

Em entrevista exclusiva à CNN Portugal, retomada pelo JA Online, o governante afirmou que Angola optou, desde 2017, por reformas no modo de relacionamento com o mundo, incluindo uma maior abertura do país, com facilitação da circulação de cidadãos de vários países.

Segundo Téte António, mais de 90 países, entre os quais Portugal, não precisam de visto para entrar em Angola, enquanto o processo inverso ainda exige “trabalhar um pouco mais”.

Questionado sobre a nova Lei de Imigração Portuguesa, que o entrevistador classificou como mais restritiva para a entrada de cidadãos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), o ministro respondeu que Angola considera a questão um “trabalho em progresso”.

“Vamos continuar a trabalhar para melhorar”, afirmou, ao ser questionado se a restrição à entrada de cidadãos dos PALOP era negativa para os angolanos.

Téte António destacou, neste contexto, a existência de grandes comunidades de portugueses em Angola e de angolanos em Portugal, considerando que “o povo dita o resto”.

Sobre as relações entre Angola e Portugal, o ministro afirmou que a passagem de um angolano por Lisboa, tal como a de um português por Luanda, se tornou quase uma rotina, por razões históricas e pela consolidação da relação bilateral nas vertentes política, de cooperação e, sobretudo, humana.

Portugal alterou as regras de imigração, incluindo para cidadãos dos PALOP e dos restantes Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com maior exigência para entrada, residência e regularização.

A principal alteração exige visto consular prévio para quem pretende residir em Portugal, ou seja, a entrada como turista deixou de permitir a posterior regularização em território português.

Antes das novas regras, um cidadão dos PALOP podia entrar em Portugal como turista, obter um contrato de trabalho e pedir a regularização através da antiga “manifestação de interesse” ou de mecanismos ligados ao estatuto da CPLP.

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