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Novo representante do ACNUR em Angola é acreditado

Xavier Créach (à esq.), Representante do ACNUR em Angola
Xavier Créach (à esq.), Representante do ACNUR em Angola Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h41 11/09/2026 - Actualizado às 11h41 11/09/2026

Luanda - O ministro das Relações Exteriores (MIREX), Téte António, recebeu, quinta-feira, em Luanda, as Cartas Credenciais de Xavier Créach, que passa a exercer, oficialmente, as funções de representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Angola, com residência em Moçambique.

O acto de acreditação decorreu numa das salas de audiência do MIREX, tendo o chefe da diplomacia angolana destacado a abertura do país ao diálogo permanente.

Segundo notícia do JA Online, o novo representante do ACNUR manifestou, na ocasião, satisfação por assumir funções em Angola, assegurando a intenção de dar continuidade ao trabalho da organização no país, com particular atenção à experiência angolana no domínio da paz e reconciliação nacional.

Xavier Créach ingressou no ACNUR em 1995 e ao longo de cerca de três décadas de serviço exerceu diversas funções nas áreas de protecção de refugiados e deslocados internos, resposta a emergências, relações externas, informação pública e gestão.

Ao longo da sua carreira, desempenhou funções em diferentes regiões do mundo, com passagens pela Europa, América Latina, África e Médio Oriente, tanto em missões no terreno como na sede da organização.

Entre os anos de 2017 e 2019, Xavier Créach exerceu o cargo de chefe de Operações para a Situação da Venezuela. Anteriormente, de 2015 a 2017, actuou como chefe da Unidade de Apoio a Emergências e Protecção no Escritório Regional para a Europa, no contexto da crise humanitária no Mediterrâneo.

A sua vasta experiência profissional contempla, ainda, missões em diversos cenários de crise internacional, incluindo passagens pela Ucrânia (2014 e 2015), Camarões e República Centro-Africana (2014).

Adicionalmente, esteve destacado no Irão entre 2003 e 2005, período no qual acompanhou as operações do Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) no Iraque e no Afeganistão.

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