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Angola na Cimeira dos Parceiros para o Multilateralismo

Ministro das Relações Exteriores, Téte António
Ministro das Relações Exteriores, Téte António Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h21 22/09/2026 - Actualizado às 12h21 22/09/2026

Luanda - Angola participou, segunda-feira, na Cimeira dos Parceiros para o Multilateralismo, o Direito Internacional, a Paz e a Prosperidade (P4M), que decorreu em Nova Iorque, Estados Unidos da América.

No encontro, esteve presente o ministro das Relações Exteriores, Téte António, em representação do Presidente da República, João Lourenço.

Realizada à margem da Semana de Alto Nível da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a Cimeira foi convocada pela União Europeia, Austrália, Barbados, Brasil, Canadá, Índia e Quénia, com o propósito de estabelecer uma plataforma aberta de diálogo, concertação política e cooperação prática entre países de diferentes regiões do mundo, informa uma nota enviada ao JA Online.

A reunião abordou a promoção da paz, da estabilidade e do desenvolvimento sustentável e inclusivo, bem como a defesa do multilateralismo, do Direito Internacional e dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.

O certame contou com intervenções do presidente do Conselho Europeu, António Costa, Presidente do Quénia, William Ruto, presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, presidente da Sérvia, Aleksandar Vui, e Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez.

No final do evento, os participantes adoptaram uma declaração conjunta onde reafirmaram o compromisso com a soberania dos Estados, a integridade territorial, a resolução pacífica dos conflitos, a proibição da ameaça ou do uso da força e a promoção e protecção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

A Declaração defende igualmente a reforma e o fortalecimento das instituições multilaterais, com particular destaque para as Nações Unidas, de modo a torná-las mais representativas, inclusivas, eficazes e preparadas para responder aos desafios contemporâneos.

Foram ainda identificadas, como prioridades a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e do Acordo de Paris, a reforma da arquitectura financeira internacional, o financiamento climático, a preparação para futuras pandemias, a resiliência económica e a cooperação internacional nos domínios da inteligência artificial e da transformação digital.

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