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Angola reúne condições para desempenhar papel relevante na logística regional

Ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, discursa na abertura da segunda edição da Cimeira sobre Transportes e Logística
Ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, discursa na abertura da segunda edição da Cimeira sobre Transportes e Logística Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 19h16 28/09/2026 - Actualizado às 19h16 28/09/2026

Luanda - O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, afirmou, esta segunda-feira, em Luanda, que Angola reúne condições geográficas para desempenhar um papel relevante na articulação entre o interior do continente africano, a região da África Austral e os mercados internacionais.

Dionísio da Fonseca presidiu a abertura da segunda edição do Angola Hub Transportes e Logística Summit, em representação do Presidente da República, João Lourenço.

No seu discurso, adiantou que o desenvolvimento dos corredores económicos e logísticos constitui uma oportunidade para potenciar a posição de Angola, promover a integração regional e criar possibilidades de investimento.

Segundo Dionísio da Fonseca, o potencial do Corredor do Lobito não se esgota no transporte de mercadorias ou na ligação entre territórios, abrangendo, igualmente, oportunidades que a conectividade pode proporcionar à agricultura, indústria, serviços e às actividades económicas em geral, ao longo da sua zona de influência.

Defendeu que os investimentos em transportes e logística devem ser encarados como instrumentos de transformação económica, integração regional e melhoria das condições das populações.

Salientou que a construção de ferrovias, portos, aeroportos e plataformas logísticas deve estar associada à criação da actividade económica capaz de gerar emprego, reduzir custos para as empresas e aumentar a capacidade produtiva.

Para Dionísio da Fonseca, a melhoria da conectividade deve favorecer sectores como a agricultura, indústria, serviços e o comércio, criando novas oportunidades ao longo das áreas abrangidas pelos grandes projectos de transporte e logística.

Apontou o desenvolvimento de infra-estruturas e corredores económicos como uma oportunidade para reforçar a integração regional e atrair investimentos.

Neste contexto, defendeu que o potencial dos corredores económicos não se pode limitar às fronteiras nacionais, sendo necessária uma maior articulação entre os países africanos para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias e promover as trocas comerciais.

Deu a conhecer que a integração regional pressupõe infra-estruturas interligadas, mecanismos de cooperação, procedimentos organizados e condições que facilitem a actividade económica.

Dionísio da Fonseca defendeu a necessidade de os grandes projectos de infra-estruturas serem acompanhados com políticas de estímulo à produção nacional, transformação industrial, comércio e prestação de serviços.

Ressaltou ainda a importância da participação do sector privado e das instituições financeiras na mobilização de recursos, competências e soluções para a concretização de projectos de grande dimensão.

Dionísio da Fonseca apontou ainda a participação das novas gerações como um elemento importante para o futuro das economias africanas, destacando o contributo de empreendedores e startups africanas na introdução de novas soluções tecnológicas, modernização dos serviços e transformação das cadeias logísticas.

Disse ser importante o reforço da formação de recursos humanos e desenvolvimento de competências capazes de acompanhar as mudanças tecnológicas e económicas.


Por seu lado, o ministro angolano dos Transportes, Ricardo D'Abreu, defendeu que o desenvolvimento das infra-estruturas logísticas deve ser acompanhado pela harmonização regulamentar, modernização tecnológica e desenvolvimento das cadeias de produção.

Segundo disse, a perspectiva é particularmente relevante para Angola e para a estratégia nacional de transportes e logística, através de um sistema integrado capaz de servir a economia local, reforçar a ligação aos países vizinhos e proporcionar condições competitivas de acesso aos mercados internacionais.

Adiantou que o país tem presente que a competitividade não se mede apenas pela extensão das linhas ferroviárias, capacidade instalada dos portos ou modernização dos aeroportos, mas pela eficiência das operações e capacidade de resposta às necessidades das empresas e das populações.

O evento decorre de 28 a 30 do corrente mês, sob o lema “Conectando mercados, pessoas e oportunidades, e reúne representantes governamentais, instituições financeiras, investidores e operadores económicos de vários países.

O Angola Hub Transport and Logistics Summit é apresentado como uma plataforma de diálogo entre governos, instituições financeiras, investidores, empresas e outros actores ligados ao sector dos transportes e da logística.

O programa inclui debates sobre integração económica regional, corredores estratégicos africanos, financiamento de infraestruturas, corredores ferroviários e logística multimodal.

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