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Angola e Zimbabwe rubricam acordo no domínio da Defesa e Segurança

Ministros da Defesa de Angola, Lúcio Amaral, e do Zimbabwe, Oppah Muchinguri-Kashiri, rubricaram Acordo de Cooperação
Ministros da Defesa de Angola, Lúcio Amaral, e do Zimbabwe, Oppah Muchinguri-Kashiri, rubricaram Acordo de Cooperação Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 11h49 29/09/2026 - Actualizado às 11h49 29/09/2026

Luanda – Os ministros da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria de Angola, Lúcio Amaral, e da Defesa do Zimbabwe, Oppah Muchinguri-Kashiri, rubricaram, esta segunda-feira, em Harare, um Acordo de Cooperação para reforçar a formação e capacitação de quadros e troca de experiências entre os dois países.

O instrumento jurídico no domínio da Defesa e Segurança, que abrange também a área técnico-militar, foi assinado no quadro da visita de trabalho de 72 horas que o governante angolano efectua ao Zimbabwe.

Lúcio Gonçalves Amaral destacou que o acordo estabelece um quadro para o desenvolvimento contínuo de iniciativas de interesse mútuo nos domínios da defesa e segurança.

Entre as áreas previstas no instrumento constam a formação e capacitação de quadros, troca de experiências, realização de exercícios militares conjuntos e cooperação técnico-militar, além de outras matérias definidas pelas partes.

Segundo o ministro angolano, a implementação do acordo deverá contribuir para o fortalecimento das capacidades institucionais e profissionais dos organismos de Defesa e Segurança dos dois países, permitindo uma resposta mais eficaz aos desafios actuais e futuros.

Lúcio Amaral considerou a assinatura do acordo “mais um passo significativo” no reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre Angola e Zimbabwe, assentes na preservação da paz, estabilidade e soberania dos Estados.

Sublinhou que a cooperação entre as instituições e forças de Defesa e Segurança desempenha um papel essencial na protecção da soberania dos dois países.

O governante defendeu, igualmente, que a cooperação no domínio da Defesa e Segurança não deve limitar-se à vertente militar ou operacional, mas contribuir para a consolidação da paz, prevenção de conflitos, protecção das populações e criação de um ambiente de estabilidade favorável ao desenvolvimento económico e social.

Recordou que a cooperação entre Angola e Zimbabwe antecede o acordo agora rubricado, tendo as relações entre os dois países raízes nas lutas de libertação nacional dos povos da África Austral.

Destacou, neste contexto, a confiança mútua e o diálogo permanente como elementos fundamentais para transformar os compromissos assumidos no acordo em resultados concretos.

Lúcio Amaral reiterou o compromisso de Angola em continuar a trabalhar com os seus parceiros com base nos princípios do respeito pela soberania, integridade territorial, não ingerência nos assuntos internos, confiança recíproca e benefício mútuo.

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