HOMENAGEM

Legado de Agostinho Neto deve ser preservado na memória colectiva

Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, presidiu actro central das comemorações do Dia do Fundador da Nação, António Agostinho NetoImagem: Edições Novembro

18/09/2026 11h51

Luanda - O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, enalteceu, esta quinta-feira, no Sumbe (Cuanza Sul), o percurso do primeiro Presidente António Agostinho Neto, como médico, poeta e estadista, que dedicou a vida aos ideais de liberdade, justiça, dignidade humana e emancipação dos povos.

Ao discursar no acto central comemorativo do Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, que anualmente se assinala a 17 de Setembro, Dionísio da Fonseca adiantou que Angola deve ser o país de unidade idealizado por Agostinho Neto, que defendia uma pátria unida, em paz, produtiva, instruída e socialmente justa.

Dionísio da Fonseca sublinhou o valor histórico da data, por homenagear a figura de Agostinho Neto, cuja visão e espírito libertador permitiram interpretar os anseios do povo angolano pela libertação do jugo colonial português.

Considerou que Agostinho Neto foi um dos líderes que inspiraram o movimento de libertação em África, contribuindo para o processo que conduziu à Independência do Zimbabwe e da Namíbia e ao fim do regime do Apartheid na África do Sul.

Exortou a sociedade a reforçar a divulgação da vida e obra de Agostinho Neto, como forma de preservar os seus feitos e o seu legado na memória colectiva dos angolanos.

O programa das comemorações incluiu a deposição de uma coroa de flores no busto do Presidente Agostinho Neto, pelo governador Provincial do Cuanza-Sul, Eugénio Laborinho, no Largo Primeiro de Maio, na cidade do Sumbe.

Na ocasião, Eugénio Laborinho destacou que o primeiro Presidente de Angola independente deve ser lembrado pelas actuais e futuras gerações, pelo papel desempenhado na luta contra a opressão a que o povo angolano esteve submetido, durante o período colonial.

Sublinhou que Agostinho Neto foi uma figura de referência que, através da intervenção política e da literatura, contribuiu para a afirmação do povo angolano na luta contra o regime colonial português.

“Agostinho Neto foi o farol e timoneiro da consciencialização do povo angolano para a luta contra a opressão, mas também se notabilizou na vanguarda da luta dos povos oprimidos em África”, afirmou.

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