ELEIçõES
Deputados angolanos integram missão de observação em São Tomé e Príncipe
29/09/2026 12h45
Luanda - Uma delegação de deputados à Assembleia Nacional integra, desde 23 do corrente mês, a Missão de Observação Eleitoral da CPLP às eleições Legislativas, Autárquicas e Regionais de São Tomé e Príncipe, realizadas domingo último (27).
Chefiada pelo deputado Virgílio de Fontes Pereira, presidente do Grupo Nacional de Acompanhamento à CPLP da Assembleia Nacional, a delegação integra os deputados Joaquim Nafoia e Isolina Teresa Pinto.
No âmbito da missão, os observadores angolanos têm mantido encontros com diferentes intervenientes no processo eleitoral, incluindo partidos e movimentos concorrentes, organizações da sociedade civil e Comissão Eleitoral Nacional.
A delegação acompanhou igualmente comícios e iniciativas de encerramento da campanha eleitoral, visando avaliar, no terreno, o ambiente que antecedeu a votação.
No dia do escrutínio, os observadores da Missão de Observação Eleitoral da CPLP estiveram distribuídos pelos diferentes distritos da ilha de São Tomé e pela Região Autónoma do Príncipe, onde acompanharam a abertura das assembleias de voto, votação, encerramento das urnas e contagem dos votos.
De acordo com a Comissão Nacional eleitoral, O MLSTP conquistou mais 367 votos do que a Acção Democrática Independente (ADI), nas eleições legislativas, segundo os resultados preliminares divulgados esta segunda-feira.
O presidente da Comissão Eleitoral Nacional, Jeudiger do Nascimento, anunciou os dados durante uma conferência de imprensa realizada na capital são-tomense, mas recusou avançar o número de mandatos atribuídos a cada formação política.
Segundo explicou, a distribuição dos mandatos compete ao Tribunal Constitucional, que terá a responsabilidade de validar os resultados e determinar formalmente os mandatos correspondentes aos resultados obtidos pelos partidos nos diferentes círculos eleitorais.
A missão da CPLP, chefiada pelo antigo primeiro-ministro da Guiné Equatorial, Vicente Ehate Tomi, descreveu o processo de votação como calmo e organizado, adiantando que a abertura das mesas e o exercício do voto decorreram normalmente e de forma pacífica.
Além de observadores da CPLP e da União Europeia, acompanharam as eleições missões da União Africana, dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
Às eleições concorreram os partidos ADI, MLSTP, coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN), Movimento Basta, Partido de Convergência Democrática (PCD), Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o Movimento Político Nossa Terra.
Para as legislativas estão em disputa 55 assentos na Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil, em relação às eleições presidenciais de 19 de Julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.