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Angola apela ao reforço dos esforços para eliminação das armas nucleares

Representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e de Outras Organizações Internacionais em Viena (Aústria), Isabel de Jesus Godinho
Representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e de Outras Organizações Internacionais em Viena (Aústria), Isabel de Jesus Godinho Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 12h33 01/10/2026 - Actualizado às 12h38 01/10/2026

Luanda - Angola apelou ao reforço dos esforços internacionais para a eliminação das armas nucleares, durante a reunião de Alto Nível sobre a Comemoração do Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, realizada, esta terça-feira, em Nova Iorque,  no âmbito da octogésima primeira sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Ao intervir na reunião, a representante permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e de Outras Organizações Internacionais em Viena, Isabel de Jesus Godinho, afirmou que a eliminação das armas nucleares continua a ser uma das maiores responsabilidades da comunidade internacional.

Sublinhou que o impacto destrutivo destas armas ultrapassaria qualquer capacidade de resposta humanitária, dá conta uma nota de imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

“A segurança colectiva não deve continuar refém da ameaça do uso de armas de destruição massiva”, declarou a diplomata, acrescentando que as actuais tensões geopolíticas e a persistência de conflitos exigem diálogo contínuo, diplomacia preventiva e um compromisso renovado com o multilateralismo.

Reafirmou o empenho de Angola na implementação dos instrumentos internacionais de desarmamento e não proliferação, incluindo os tratados sobre a Não Proliferação das Armas Nucleares, de Pelindaba e sobre a Proibição das Armas Nucleares.

Defendeu igualmente a revitalização dos mecanismos multilaterais de desarmamento, para que permaneçam inclusivos, credíveis e eficazes.

Ao abordar as aplicações pacíficas da tecnologia nuclear, destacou a cooperação entre Angola e a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) nas áreas da medicina nuclear, agricultura, gestão dos recursos hídricos e protecção ambiental.

Referiu ainda o investimento na formação de especialistas, na segurança radiológica e na modernização das instituições nacionais.

Segundo disse, a comunidade internacional deve orientar os recursos humanos, tecnológicos e financeiros para prioridades na saúde pública, educação, inovação científica, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza.

Apelou ao reforço da assistência técnica, transferência de conhecimentos científicos e  cooperação internacional, para que todos os Estados possam beneficiar, em segurança, das aplicações pacíficas da energia nuclear.

Defendeu que as futuras gerações devem herdar um mundo em que a ciência seja utilizada para preservar vidas e promover o progresso humano.

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