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Téte António defende maior envolvimento da juventude na paz em África

Ministro das Relações Exteriores, Téte António, discursa no Diálogo Inter-geracional de Alto Nível, na quarta edição da Bienal de Luanda
Ministro das Relações Exteriores, Téte António, discursa no Diálogo Inter-geracional de Alto Nível, na quarta edição da Bienal de Luanda Imagens: MIREX

Redacção

Publicado às 10h42 23/10/2026 - Actualizado às 12h00 23/10/2026

Luanda – O ministro das Relações Exteriores, Téte António, defendeu, esta quinta-feira, em Luanda, a necessidade de se reforçar a participação dos jovens nos processos de consolidação da paz, prevenção de conflitos e desenvolvimento sustentável do continente africano.

Téte António falava no Diálogo Inter-geracional de Alto Nível, sobre o tema “Governança inclusiva: unir as gerações para garantir a disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento seguros para alcançar os objectivos da Agenda 2063”, no quadro da quarta edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Nao-Violência - Bienal de Luanda.

Na sua intervenção, o chefe da diplomacia angolana considerou essencial o fortalecimento das instituições do Estado e a criação de mecanismos, que garantam aos jovens oportunidades efectivas de participação nos processos de desenvolvimento e procura de soluções para os desafios das suas comunidades.

Alertou para a vulnerabilidade da juventude perante os conflitos armados, ao observar que os jovens são, muitas vezes, utilizados como actores nesses contextos, indica uma nota de imprensa do Ministério angolano das Relações Exteriores.

Téte António apelou à valorização da formação técnica e científica, ao acesso à informação e ao conhecimento sobre o funcionamento das instituições públicas, como factores fundamentais para uma participação cívica mais consciente e responsável.

Salientou, igualmente, a importância de os jovens conhecerem os mecanismos institucionais disponíveis para a apresentação das suas preocupações e para a intervenção na resolução dos problemas que afectam as comunidades, numa perspectiva de reforço da cidadania e da coesão social.

A Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência foi aberta pelo Presidente da República, João Lourenço, na presença do seu homólogo da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, da antiga Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, do vice-presidente do Burundi, Prosper Bazombanza, e do director-geral da UNESCO, Khaled El-Enany.

A quarta edição da Bienal de Luanda decorre, durante dois dias, sob o lema "Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos".

O Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda é uma iniciativa conjunta do Governo de Angola, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e da União Africana (UA).

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