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Bienal de Luanda encerra com compromisso de adoptar diplomacia da água

Bienal encerrou sexta-feira em Luanda
Bienal encerrou sexta-feira em Luanda Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 12h53 24/10/2026 - Actualizado às 13h10 24/10/2026

Luanda - A 4ª edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência encerrou, sexta-feira, com o compromisso de adoptar diplomacia da água como eixo prioritário para a agenda de segurança e política externa.

A recomendação foi consta no comunicado final do evento lido pelo secretário de Estado e porta-voz da Bienal, Nuno Caldas.

Segundo o documento, o encontro solicitou a elaboração de um roteiro de implementação de um portfólio do projeto emblemáticos sobre a água, a paz e a juventude.

Por outro lado, recomendaram o fortalecimento de um quadro institucional e financeiro para a Bienal incluindo a aliança de parceiros e a consolidação de um secretariado permanente com capacidades técnicas recursos adequados para garantir a continuidades das iniciativas.

Recomendaram, também, a promoção da integração formal das organizações de mulheres e das comunidades locais na governança hídrica desde a sua concessão, garantindo a equidade, a proteção dos direitos humanos e a valorização no conhecimento científico local.

Estimular a criação de mar regulatórios atractivos para captar investimento privados e dinamizar os mecanismos inovatórios de financiamento e cooperação internacional para a construção e manutenção das infraestruturas hídricas resilientes, bem como elevar os investimentos nos centros de formação técnica e nas instituições do ensino superior no continente africano assegurando por isso mesmo, foi também realçado. 

Os participantes saudaram a liderança e empenho Presidente da República, João Lourenço, na promoção da paz e da reconciliação em África e reconheceram de boa forma o papel do governo angolano, da União Africana e da UNESCO na consolidação da Bienal de Luanda como plataforma continental de diálogo, cooperação e mobilização a favor da paz, da reconciliação de conflitos e o desenvolvimento do continente africano.

Projectos de água criados no país avaliados em 428 mil milhões de USD

Cerca de 428 mil milhões de dólares é o orçamento investido nos 216 projectos de água, criados no país, com uma execução em 2026.

A informação foi avançada, esta sexta-feira, pelo ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, durante a sua participação no PAINEL IV da 4.ª edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não- Violência.

Ao falar dos projectos criados, envolvendo o sector, o ministro destacou, também, o Plano de Desenvolvimento Nacional 2013-2017, que trata a água como um factor determinante, tanto em termos económicos, quanto sociais.

“E ele coloca a água no programa de distribuição e modernização de um sector com três grandes objectivos. O primeiro, construir e implementar a renda das culturas. O segundo, assegurar a sustentabilidade dos serviços. E o terceiro, gerir de forma integrada os propósitos líquidos”, disse.

Victor Hugo Guilherme adiantou, igualmente, que o país possui, actualmente, dez sistemas de manutenção de água, sete barragens e oito estações de tratamento de água.



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