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Angola participa em Kinshasa no RIF 2026

Embaixador angolano (à dir.) na RD Congo participa no RIF 2026
Embaixador angolano (à dir.) na RD Congo participa no RIF 2026 Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h43 27/10/2026 - Actualizado às 11h47 27/10/2026

Luanda - Angola prestigiou, segunda-feira, a cerimónia de abertura da 3ª edição do Fórum de Investimento em Infraestruturas de Transportes e Logística (RIF 2026), a decorrer na República Democrática do Congo.

Segundo uma nota de imprensa, o embaixador de Angola na RDC, Miguel da Costa, representa o país no evento, aberto pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Transportes e Vias de Comunicação daquele país, Jean-Pierre Bemba.

O evento realiza-se em Kinshasa, dois meses após a deslocação do Presidente da República de Angola, João Lourenço, à capital congolesa, onde testemunhou a assinatura do contrato de concessão entre o Governo congolês e a empresa Mota-Engil, destinado à construção e exploração da extensão ferroviária do Corredor do Lobito em território da República Democrática do Congo.

O objectivo do encontro é impulsionar a transformação dos corredores de transporte em verdadeiros eixos estratégicos de desenvolvimento económico e industrial, bem como de promoção do investimento.

Segundo os participantes, a questão dos corredores de transporte reveste-se igualmente de importância estratégica para a República Democrática do Congo, país situado no coração de África e que partilha fronteiras com nove Estados.

A oeste, o Corredor do Lobito permite encurtar a distância entre as bacias mineiras congolesas e o Oceano Atlântico, através de Angola, ao passo que a sul, as ligações à Zâmbia estruturam uma parte essencial dos fluxos de transporte da região mineira do «Copperbelt».

A leste, os corredores que se estendem em direcção à Tanzânia e ao Oceano Índico constituem vias fundamentais de acesso aos mercados internacionais, e a 
oeste, a aproximação ao Congo-Brazzaville recoloca no centro do debate a conectividade entre as duas capitais, bem como os grandes projectos de integração transfronteiriça.

Conforme salientaram os especialistas durante o evento, o esforço conjunto dos países evidencia uma realidade incontornável: as infraestruturas em África já não podem ser concebidas exclusivamente dentro dos limites das fronteiras nacionais.

Num contexto internacional marcado pela corrida aos minerais críticos, pela necessidade de garantir a segurança das cadeias de abastecimento e pela diversificação das rotas comerciais, infraestruturas como estradas, linhas ferroviárias, portos e plataformas logísticas assumem-se como verdadeiros instrumentos de poder económico e geopolítico.

O RIF 2026 decorre sob o lema: «Corredores Estratégicos, Soberania Logística e Integração Regional – Construir o Poder Infraestrutural da África Central».


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