Vice-Presidente da República aborda economia azul com especialistas
Luanda – A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, abordou, esta quinta-feira, em Luanda, questões relacionadas com as pescas e a aquicultura sustentável durante uma audiência concedida ao presidente do Fórum Oceano, Carlos Pina.
Em declarações à imprensa, no final da audiência concedida no quadro da Conferência Internacional sobre Pesca e Aquicultura Sustentável (CIPAS 2026), Carlos Pina afirmou que Angola e Portugal têm potencial para alcançar uma balança comercial positiva no sector das pescas, reduzindo a dependência das importações e aumentando as exportações.
“Angola tem os mesmos desafios e a mesma ambição. Quando temos desafios idênticos, é necessário que trabalhemos em conjunto para podermos os ultrapassar”, afirmou.
O responsável destacou igualmente a disponibilidade para reforçar a cooperação no domínio da economia do mar, com particular enfoque à criação de uma rede de empresas que actuam no cluster do mar no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Nesse aspecto, Carlos Pina considerou Angola uma geografia e jurisdição incontornável para a iniciativa e sublinhou que as oportunidades que se abrem no âmbito da economia do país representam um potencial que deve ser aproveitado.
Carlos Pina explicou que o Fórum Oceano é uma associação dedicada à economia do mar, que reúne cerca de 200 associados, na sua maioria empresas que operam neste sector, tendo como missão reforçar a cooperação e o trabalho em rede.
Por sua vez, o presidente do Conselho Directivo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), José Guerreiro, afirmou que a CIPAS 2026 vai abordar a investigação e o desenvolvimento no sector das pescas e da aquicultura, com destaque para o contributo das instituições científicas na criação de valor acrescentado e de novos postos de trabalho.
Segundo o responsável, Portugal vai partilhar experiências relacionadas com a criação dos chamados “Hubs Azuis”, pólos vocacionados para o desenvolvimento científico e tecnológico, em colaboração com o sector empresarial, particularmente com o Fórum Oceano, entidade representativa da economia do mar em Portugal.
José Guerreiro destacou igualmente a experiência dos Laboratórios Colaborativos, que promovem projectos de investigação e desenvolvimento tecnológico em articulação com as empresas.
Entre as áreas de intervenção, apontou o aproveitamento de subprodutos da pesca, a melhoria das rações utilizadas na aquicultura, o desenvolvimento da produção aquícola e a aplicação de novas tecnologias ao sector.
A conferência constitui, assim, uma oportunidade para a partilha de experiências e o reforço da cooperação entre Angola e Portugal nos domínios das pescas, da aquicultura e da economia do mar.