COOPERAçãO
Angola e Itália identificam oportunidades de investimento
11/10/2026 12h42
Roma – Angola e Itália dispõem de oportunidades para aprofundar a cooperação económica, com destaque para a agricultura, os biocombustíveis e as infra-estruturas logísticas, considerou, sábado, a embaixadora angolana em Itália, Josefa Sacko.
Em declarações à imprensa, em Roma, Itália, a diplomata classificou como positivo o ambiente de cooperação entre os dois países e realçou o interesse de empresários italianos pelo mercado angolano.
Segundo Josefa Sacko, os contactos com representantes empresariais e instituições italianas têm permitido identificar oportunidades de investimento e projectos de interesse comum, com potencial para dinamizar as relações económicas bilaterais.
Neste quadro, destacou o papel da Câmara de Comércio Itália-Angola na aproximação entre os operadores económicos dos dois países e na promoção de iniciativas empresariais.
A diuplomata referiu igualmente os contactos com responsáveis do sector agrícola angolano e empresas italianas interessadas em diversificar as suas actividades, incluindo investimentos ligados à produção de biocombustíveis.
Na sua perspectiva, a experiência italiana no domínio da agricultura poderá contribuir para aumentar a produção nacional, melhorar a produtividade e reduzir a dependência de Angola das importações alimentares.
Corredor do Lobito e Plano Mattei
O Corredor do Lobito constitui outro eixo estratégico para o reforço das relações económicas entre Angola e Itália, devido ao seu potencial para facilitar o transporte de mercadorias e ligar zonas de produção e exploração de recursos minerais aos mercados regionais e internacionais.
Josefa Sacko destacou, neste contexto, as oportunidades associadas ao Plano Mattei, iniciativa do Governo italiano destinada a promover uma nova abordagem de cooperação com os países africanos, com incidência no desenvolvimento económico e na transformação das economias do continente.
Considerou que a conjugação de investimentos, transferência de conhecimento e parcerias empresariais poderá contribuir para diversificar a economia angolana, fortalecer a capacidade produtiva nacional e ampliar as relações comerciais entre os dois países.