HOMENAGEM
PR escreve que memorial às vitimas de conflitos solidifica pilar da reconciliação
14/10/2026 21h04
Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, expressou, esta quarta-feira, em mensagem que a inauguração do Memorial às Vítimas dos Conflitos Políticos solidifica o pilar da reconciliação, da compreensão e do perdão.
Na sua mensagem, no Livro de Honra do Memorial, João Lourenço escreveu que a construção da história de Angola "compreende momentos bons e maus", e todos eles
serviram para fortalecer os pilares da Nação.
"Hoje, solidificamos mais um pilar dessa história, o pilar da reconciliação, da compreensão e do perdão, dando provas de que só é possível construir um país com união e com solidariedade", lê-se na mensagem do estadista angolano.
Segundo João Lourenço, com a inauguração do Memorial transformou-se "dor em cura e o passado em história", honrando "a memória dos nossos compatriotas que pereceram em momentos e circunstâncias complexas".
João Lourenço adianta que no "monumento selamos o compromisso vivo de que todos importam e que tudo taremos para que a nossa história seja conhecida e compartilhada".
Enfatiza que o "Monumento servirá para que as gerações vindouras compreendam as várias nuances da nossa história e não permitam que o passado se apague, nem que os erros se repitam".
"A construção do presente Monumento às vítimas dos conflitos políticos ocorridos em
Angola, no período entre 11 de Novembro de 1975 a 04 de Abril de 2002, é o culminar de
todo um processo de cura, de perdão, de serenar de almas, de pacificação das
pessoas e da sociedade, de união e de encontro com a nossa história", escreve o Presidente João Lourenço.
De acordo com o Presidente da República, "o edifício, que tem o formato de um abraço, representa aquilo que de maissignificativo pode existir para um povo, a união, o encurtar de distâncias entre partesantes desavindas, o perdão, o acolhimento e a compreensão do passado, o ultrapassarde mágoas, a reconciliação e o caminhar para o futuro de mãos dadas e coraçõessarados".
Antes de deixar a sua mensagem no Livro de Honra, João Lourenço descerrou a placa, cortou a fita e depositou uma coroa de flores, em homenagem aos cidadãos que perderam a vida durante os conflitos ocorridos no país.
Erguido numa área de seis hectares, o Memorial homenageia os cidadãos que perderam a vida durante os conflitos políticos ocorridos em Angola, entre 11 de Novembro de 1975 e 04 de Abril de 2002, num espaço de preservação da memória histórica e de valorização da paz e da reconciliação nacional.
A estrutura integra essencialmente três monumentos, nomeadamente Aliança Eterna, Hall de Memória e Mulembeira da Reconciliação.