BIENAL
UNESCO destaca envolvimento dos jovens na governação dos recursos hídricos
23/10/2026 10h57
Luanda - O director-geral da UNESCO, Khaled El-Enany, destacou, esta quinta-feira, em Luanda, a importância de envolver os jovens na governação dos recursos hídricos, por serem parceiros activos na procura de soluções para os desafios relacionados com a água.
Ao intervir na abertura da quarta edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, presidida pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço, adiantou que a gestão destes recursos constituem um desafio técnico e uma oportunidade para reforçar a cooperação, estabilidade e construção da paz.
“A UNESCO contribui para este processo, disponibilizando plataformas de diálogo, promovendo a cooperação e apoiando iniciativas conjuntas”, afirmou.
Reiterou o compromisso da sua organização em trabalhar com Angola, a União Africana e outros parceiros para transformar as iniciativas debatidas em resultados concretos para todo o continente.
Por sua vez, o Presidente do Burundi e em exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye, manifestou, através de uma mensagem lida pelo vice-presidente do país, Prosper Bazombanza, o seu compromisso com o reforço da prevenção e resolução de conflitos em África.
Na sua mensagem, apelou aos Estados-membros da União Africana, à Comissão da organização e às Comunidades Económicas Regionais para intensificarem os esforços, em prol da diplomacia da água, integração regional e promoção de uma cultura de paz.
Defendeu, igualmente, uma gestão concertada dos recursos hídricos transfronteiriços e das fronteiras africanas, visando assegurar uma utilização sustentável e a prevenir conflitos entre os Estados.
No domínio das infra-estruturas e dos investimentos nos sectores da água e do saneamento, é a favor do reforço do capital humano, da implementação de mecanismos de financiamento económicos e inovadores e do incentivo a investimentos públicos e privados.
Évariste Ndayishimiye manifestou ainda confiança na capacidade dos países africanos para consolidarem os resultados da Bienal de Luanda, transformando-os num instrumento de diplomacia preventiva e reforçando o papel central da governação da água na prevenção, mediação e resolução de conflitos no continente.
Assistiram a abertura da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, presidida pelo Presidente angolano, João Lourenço, o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi e a antiga Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf.
O evento contou igualmente com a presença da Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, membros do Executivo angolano, embaixadores, políticos e representantes da sociedade civil.
A quarta edição da Bienal de Luanda decorre sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.
O Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda é uma iniciativa conjunta da República de Angola, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e da União Africana (UA).