FEIRA

Angola participa na AFRIDEX em Lagos

Membros da delegação angolana participante na AFRIDEX em Lagos, Nigéria Imagem: DR

27/10/2026 10h49

Luanda - Angola participa, desde segunda-feira, em Lagos, Nigéria, na Feira Internacional de Defesa e Segurança de África – AFRIDEX, projectada para estabelecer uma base estratégica de cooperação da indústria militar do continente.

O evento, segundo uma nota de imprensa, classificado como a maior feira internacional de defesa e segurança da África, reúne líderes militares, ministros, decisores políticos, fornecedores de tecnologias e fabricantes do sector de defesa no segmento da segurança aérea, terrestre, marítima, espacial e cibernética.

Para além das exposições tecnológicas, a AFRIDEX, está a ser dominada pela combinação de discussões de alto nível sobre a posição da África num ambiente global de segurança cada vez mais complexo, a cooperação, inovação e preparação para os desafios futuros de desenvolvimento de capacidades de defesa.

Os participantes estão focados nas questões sobre como a África pode moldar o novo ordenamento da segurança, ao mesmo tempo em que fortalece a cooperação, a interoperabilidade e as capacidades necessárias para proteger os interesses do continente.

No evento, aberto pelo Presidente da Assembleia Nacional e do Senado Godswill Akpabio, em representação do Presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, intervieram o ministro da Defesa, Christopher Gwabin Musa, e o Presidente da Comissão da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Birame Diop.

Os discursos convergiram na necessidade dos estados africanos e as instituições regionais trabalharem com a consciência de compartilha, troca de informações de inteligência, coordenação clara dos objectivos comuns, e possuir forças-tarefa multinacionais capazes de transformar a cooperação política em acções eficazes de combate às ameaças de terrorismo e da insurgência.

Reforma da resposta de segurança 

A protecção permanente do Golfo da Guiné, como Zona Geopolítica e Geoestratégica de Paz, onde se concentram 70% da produção africana de petróleo com reservas calculadas em 50,8 Bilhões de Barris e uma produção estimada em mais de 5,4 milhões de Barris/Dia, deve merecer, na visão dos lideres políticos e militares participantes da AFRIDEX, uma resposta dimensionada à sua importância pelas Forças-Tarefa Marítimas Multinacionais.

Para além da segurança marítima colectiva na bacia meridional atlântica, a AFRIDEX está a avaliar as capacidades operacionais necessárias para garantir a estabilidade nacional, melhorar a cooperação transfronteiriça e acelerar a aquisição e implementação de equipamentos, treinamento e sistemas necessários para proteger as rotas comerciais vitais, interromper as ameaças emergentes e melhorar a segurança em toda a África.

De acordo com Birame Diop, Presidente da Comissão da CEDEAO, uma maior partilha de informações, coordenação regional e cooperação operacional podem anular as ameaças nas fronteiras e as pressões na segurança interna que estão a impor novas exigências de construção de um poder militar africano credível
e com maior autonomia estratégica.

O caminho apontado é o poder estratégico, vantagem tecnológica, capacidade de moldar a ordem de segurança, fortalecer a preparação das forças, integrar drones e inteligência artificial, utilizar tecnologias emergentes para obter vantagens operacionais contra as ameaças em constante evolução.

A delegação angolana é liderada pelo embaixador José Bamóquina Zau, e integra, entre outros, o adido da Chancelaria da Defesa, Ventura Bacia Miguel.


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