EMBARGO

Defendido fim do embargo a Cuba e renovação do diálogo com os EUA

Representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, cumprimenta delegação de Cuba na Assembleia Geral da ONUImagem: DR

28/10/2026 12h12

Luanda - O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco José da Cruz, reiterou, esta terça-feira, em Nova Iorque, o apelo do seu país ao levantamento imediato e incondicional do embargo económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba.

Ao intervir no debate da Assembleia Geral da ONU sobre a necessidade de se pôr fim ao embargo, Francisco José da Cruz defendeu a renovação do diálogo entre os dois países para a normalização progressiva das relações.

Francisco José da Cruz manifestou profunda preocupação com as consequências humanitárias e socio-económicas das restrições, em particular o seu impacto no acesso da população cubana a bens essenciais, medicamentos, energia e tecnologia.

Sublinhou que o embargo compromete os esforços de Cuba para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e limita o comércio e a cooperação internacionais legítimos.

Recordou o apelo formulado pelo Presidente angolano, João Lourenço, durante o Debate Geral da octogésima primeira sessão da Assembleia Geral, altura em que considerou o embargo desumano, injusto e contrário aos princípios e normas do direito internacional.

Destacou os laços históricos de solidariedade entre Angola e Cuba, e recordou a contribuição cubana para a libertação da África Austral, incluindo os acontecimentos que conduziram aos Acordos de Nova Iorque, Independência da Namíbia e desmantelamento do Apartheid na África do Sul.

Reconheceu também o apoio prestado por Cuba a comunidades africanas, nas áreas da saúde, educação e desenvolvimento humano.

Reafirmou a oposição do seu país ao embargo e o apoio de Angola para a remoção de Cuba da lista norte-americana de países que patrocinam o terrorismo, tendo incentivado os Estados Unidos e Cuba a retomarem um diálogo directo e construtivo, assente na igualdade soberana, respeito mútuo e não interferência.

Encorajou igualmente os dois países a adoptarem medidas de confiança que facilitem o acesso humanitário e as transacções comerciais legítimas, bem como a identificarem oportunidades de cooperação em áreas como a saúde pública, educação, energia, preparação para desastres e desenvolvimento sustentável.

Ao anunciar que Angola votará a favor do projecto de resolução sobre o fim do embargo, reafirmou a convicção de que o diálogo e o compromisso político são instrumentos essenciais para superar divergências e promover a coexistência pacífica, dá conta uma nota de imprensa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

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