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Angola reafirma compromisso com a conservação de zonas húmidas

Zona húmida em Angola
Zona húmida em Angola Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h15 04/11/2026 - Actualizado às 12h17 04/11/2026

Genebra - Angola reafirmou o seu empenho na protecção ambiental e na segurança hídrica durante o briefing executivo sob o tema “Posicionar as zonas húmidas na agenda mundial da água”, realizado, terça-feira, em Genebra, Suíça.

A embaixadora Ana Maria de Oliveira, Representante Permanente de Angola junto da UNOG destacou a importância estratégica destes ecossistemas para a biodiversidade e subsistência das populações na África Austral.

Uma nota de imprensa indica que durante a sua intervenção, a diplomata apresentou os progressos substanciais de Angola na implementação da Convenção de Ramsar.

Destacou o Lisima Lya Mwono, classificado como a primeira zona húmida angolana de importância internacional, que abrange uma extensão aproximada de 5,37 milhões de hectares.

A diplomata informou que o Governo angolano identificou onze zonas húmidas prioritárias com potencial para futura classificação como sítios Ramsar.

Entre os avanços práticos, a ficha informativa do Saco dos Flamingos já foi submetida à apreciação do Secretariado da Convenção, enquanto os trabalhos preparatórios relativos às zonas de Kumbilo e Saurico avançam em diferentes fases de desenvolvimento.

O plano nacional inclui ainda acções contínuas de monitorização das zonas húmidas costeiras, das aves migratórias e dos respectivos habitats.

Ana Maria de Oliveira aproveitou o fórum internacional para manifestar total disponibilidade em aprofundar a cooperação técnica e financeira internacional.

“Os objectivos imediatos passam pelo desenvolvimento do inventário nacional das zonas húmidas, elaboração de planos de gestão integrados e reforço da protecção das bacias hidrográficas partilhadas na região”, referiu a embaixadora.

Apontou a Conferência das Nações Unidas sobre a Água de 2026, a ter lugar em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, como uma plataforma crucial e uma oportunidade soberana para mobilizar novas parcerias e financiamento internacional.

“O objectivo é converter os compromissos políticos assumidos pelo Estado angolano em acções práticas com impacto directo na preservação dos ecossistemas e no bem-estar das populações locais”, concluiu.

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