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Ana Dias Lourenço defende estratégias para reforçar empoderamento em África

Primeira-Dama da República e Vice-Presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, Ana Dias Lourenço, participa no Fórum das Mulheres Líderes, no Burundi
Primeira-Dama da República e Vice-Presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, Ana Dias Lourenço, participa no Fórum das Mulheres Líderes, no Burundi Imagens: DR

Redacção

Publicado às 17h00 04/11/2026

Luanda - A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, defendeu a adopção de estratégias concretas para reforçar o empoderamento feminino, com destaque para a garantia do acesso pleno das jovens à educação e a ferramentas de liderança, de modo a estarem preparadas para os empregos do futuro e os desafios da economia verde.

Ana Dias Lourenço, vice-presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), falava, esta quarta-feira, na sétima edição do Fórum de Mulheres Líderes, que decorre em Bujumbura (Burundi), sob o lema "Capital Humano e o Empoderamento Feminino como Motores de Resiliência e Transformação".

Na ocasião, a Primeira-Dama apontou igualmente a necessidade de integrar a perspectiva de género nas políticas públicas de mitigação e adaptação às alterações climáticas, através do financiamento de projectos liderados por mulheres rurais e empreendedoras.

Destacou a importância de fortalecer as redes de cooperação e solidariedade entre as instituições africanas, através da partilha de boas práticas e experiências com resultados comprovados na transformação das comunidades em África, implementado com o apoio da OAFLAD.

“Quando educamos uma menina e empoderamos uma mulher, estamos a investir numa gestora de recursos, numa líder comunitária e numa agente de inovação, enfim, numa Nação”, afirmou Ana Dias Lourenço.

Sublinhou que o desenvolvimento sustentável depende também da criação de oportunidades de acesso à educação de qualidade, à saúde e à autonomia económica para meninas e mulheres.

Defendeu a criação de condições que permitam a cada indivíduo desenvolver as suas capacidades e a cada mulher assumir um papel activo na liderança e na transformação das comunidades.

“Nenhum país, nenhuma região e nenhum continente poderá prosperar deixando o capital das suas meninas e mulheres para trás”, enfatizou, considerando que a resiliência necessária para enfrentar as crises globais depende também da participação, sabedoria e capacidade de intervenção das mulheres africanas.

O evento, que incluiu o lançamento da campanha “Building Resilience”, contou com a participação das membros da Organização das Primeiras-Damas para o Desenvolvimento, parceiros das Nações Unidas, da Aliança Global para as Vacinas (GAVI), da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), entre outros.

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