Nova ligação ferroviária Angola-Zâmbia vai permitir desenvolvimento do Corredor do Lobito
Luanda - O desenvolvimento do Corredor do Lobito e o processo de selecção do empreiteiro que ficará responsável pela construção da nova linha ferroviária entre Angola e a Zâmbia esteve no centro da audiência que o Presidente da República, João Lourenço, concedeu ao presidente da Corporação Financeira Africana (AFC), Samaila Zubairu.
No final do encontro, realizado esta quarta-feira, em Luanda, Samaila Zubairu considerou produtivo e destacou o papel do Corredor do Lobito na abertura de novos mercados, reforço das trocas comerciais e dinamização das economias dos países abrangidos pelo projecto.
Na ocasião, adiantou que foram analisados os compromissos assumidos pela organização que dirige com os Presidentes de Angola e da Zâmbia, no quadro do desenvolvimento do Corredor do Lobito, bem como as oportunidades de investimento em sectores estratégicos.
De entre as áreas identificadas constam as cadeias de valor agrícolas, a actividade mineira, as infra-estruturas de transmissão de energia e outros componentes considerados fundamentais para transformar o corredor num importante eixo de desenvolvimento económico e integração regional.
O presidente da AFC salientou que o projecto deverá contribuir para a criação de empregos, o surgimento de oportunidades comerciais e o desenvolvimento de novos ecossistemas económicos ao longo do seu traçado.
“Este projecto demonstra que África está a construir o seu futuro, com enfoque na criação de empregos verdes, oportunidades e prosperidade para as suas populações”, afirmou.
Samaila Zubairu falou ainda da possibilidade de lançamento de novos projectos nas zonas e parques industriais que estão a ser desenvolvidos ao longo do Corredor do Lobito, que vão contribuir para a diversificação económica e o aproveitamento das potencialidades produtivas da região.
A AFC é uma instituição financeira de desenvolvimento multilateral, fundada em 2007, por acordo entre os Estados soberanos africanos, com a missão fundamental de promover o crescimento económico e o desenvolvimento industrial dos países africanos.
A sua meta é ser o principal promotor e financiador das infra-estruturas, recursos naturais e activos industriais africanos.
Desde 31 de Dezembro de 2021, investiu mais de 11,5 mil milhões de dólares em projectos de infra-estruturas em 36 países africanos.