CORREDOR DO LOBITO
Diplomata angolana destaca Corredor do Lobito como motor de desenvolvimento
05/11/2026 12h08
Luanda - A embaixadora de Angola em França, Guilhermina Prata, defendeu, esta quarta-feira, em Paris, que o Corredor do Lobito deve traduzir-se em criação de riqueza nacional e oportunidades para os angolanos.
Ao intervir no colóquio “Angola 2035: Potência Regional, Soberania Estratégica e Novas Oportunidades na África Austral”, destacou o Corredor do Lobito como uma oportunidade para transformar a posição geográfica de Angola numa vantagem estratégica, de dinamização do comércio e de reforço da integração regional.
Sublinhou que o sucesso do corredor não se deve medir apenas pelo volume de mercadorias transportadas, mas sobretudo pelo valor acrescentado e pelos benefícios que gera e deixa no país.
Uma nota de imprensa da Embaixada de Angola em França indica que Guilhermina Prata apontou como prioridades o apoio aos agricultores e ao escoamento da produção nacional, o estímulo à indústria transformadora e às pequenas e médias empresas, bem como a criação de emprego para a juventude.
Defendeu também o investimento no capital humano, associando as grandes infra-estruturas ao desenvolvimento de competências e melhoria das condições de vida das populações.
Guilhermina Prata realçou a abertura de Angola à cooperação e às parcerias internacionais, com respeito pela soberania nacional e pelas prioridades do seu desenvolvimento.
Destacou a importância da cooperação franco-angolana na formação técnico-profissional, agricultura e desenvolvimento de competências, para que os benefícios da transformação económica cheguem efectivamente ao povo angolano.
O encontro de reflexão e diálogo reuniu deputados à Assembleia Nacional, diplomatas, académicos, estudantes e representantes de associações.
No diálogo intervieram Frederico Pinnock Makilanda, antigo aluno da HEC Paris, Véronique Nguyen, professora filiada da instituição, que abordaram a trajectória geopolítica e os desafios económicos de Angola.
Na mesa-redonda, moderada por Christelle Bitouzet, os deputados angolanos João Mpilamosi Domingos e Adriano Abel Sapiñala e o jornalista José Gama debateram soberania, governação e o papel das instituições.
O programa do evento incluiu ainda uma masterclass sobre “Construir uma Estratégia Vencedora num Mundo Incerto: Ensinamentos para Angola” e um atelier dedidacdo as “Prioridades 2035”, com Véronique Nguyen, centrados na definição de prioridades, inovação e resiliência.
A masterclass “Poder Digital, Política e Influência”, com Cedric Mizidi e Matthieu Lille-Palette, da Digital IQ Strategy, propôs uma reflexão sobre inteligência artificial, diplomacia digital, soberania tecnológica e desinformação.
O programa contemplou ainda um diálogo sobre “A África Austral no Horizonte 2035”, com Ricardo Soares de Oliveira, professor titular de Ciências Políticas, que abordou integração regional, transição energética e minerais críticos.
A HEC Paris, fundada em 1881, é uma instituição de referência internacional no ensino da gestão e formação de dirigentes, e está classificada em segundo lugar no ranking europeu de escolas de negócios do Financial Times de 2025, distinguindo-se pela excelência académica, investigação e ligação ao mundo empresarial.